Sociedade | 29-11-2025 12:00

Erros e omissões obrigam a trabalhos complementares nas Piscinas da Chamusca encerradas há seis anos

Erros e omissões obrigam a trabalhos complementares nas Piscinas da Chamusca encerradas há seis anos
Piscinas da Chamusca estão encerradas desde 2019 - foto O MIRANTE

Executivo municipal da Chamusca aprovou a realização de trabalhos complementares, uma vez que existem “erros e omissões” cuja responsabilidade é atribuída a quem realizou o projecto. Odisseia das piscinas municipais vai continuar durante, pelo menos, mais seis meses.

A Câmara Municipal da Chamusca aprovou, na última sessão camarária, a realização de trabalhos complementares no complexo das piscinas municipais, infraestrutura encerrada desde 2019 e que tem dado muita polémica devido aos constantes atrasos nas obras e aumento do valor da empreitada. O ponto foi aprovado com os votos dos três autarcas do Partido Socialista (PS) e a abstenção dos vereadores do movimento Primeiro a Nossa Terra.
O vice-presidente Rui Ferreira, que tem acompanhado a obra desde o seu início, uma vez que fez parte do anterior executivo, explicou que os trabalhos complementares são necessários “porque houve muitos erros e omissões da responsabilidade da empresa projectista, que poderiam ter sido revistos e não foram”, disse, acrescentando que as equipas projectistas “nunca estiveram em sintonia” e que só durante os trabalhos é que “esses erros foram vistos”. Segundo o autarca são necessárias alterações no tecto falso acústico das salas e no tecto falso do tanque. Os trabalhos complementares englobam também a rede de abastecimentos de água, que teve de ser alterada por causa dos equipamentos adicionais adquiridos. As alterações englobam também a construção de uma cobertura para os equipamentos desumidificadores e alteração a nível dos tratamentos de água e a nível do AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado).
O MIRANTE tem dado conta que do assunto das piscinas, que gerou muitas críticas à gestão autárquica do anterior executivo, que deixou o município sem inaugurar a obra apesar das inúmeras promessas. Os sucessivos atrasos nos trabalhos, as frequentes prorrogações dos prazos e as constantes revisões de preços, que têm encarecido a obra em muitos milhares de euros, são as principais falhas a apontar na gestão deste processo. Quem passa junto ao Complexo das Piscinas Municipais da Chamusca nota que a obra ainda está bastante atrasada. A empreitada só deverá ser concluída em 2026, sete anos depois de começar. O assunto tem sido discutido em várias reuniões de câmara, como os prazos de conclusão, as verbas investidas, os problemas com a empreitada, problemas com o fornecimento de materiais, entre outros. Recorde-se que ainda não há financiamento garantido de fundos comunitários, estando o município a suportar os custos da obra. A empreitada prevê um investimento superior a 3,5 milhões de euros.

“População da Chamusca merece saber a verdade”

O presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Nuno Mira, usou da palavra no final da discussão do ponto para falar sobre o assunto das piscinas e a partilhar a sua preocupação com a empreitada. “É uma obra que me preocupa muito. Não só aos eleitos políticos, mas também os funcionários e chefes de divisão”, começou por dizer, deixando no ar que as previsões actuais apontam para que a obra possa estar concluída no primeiro semestre do próximo ano.
Nuno Mira acabou por partilhar um desabafo: “É importante a população da Chamusca saber a verdade. Este projecto não envolve piscina exterior. Existe um esboço, mas isso nunca foi verdadeiramente contemplado. Nós depois desta obra terminar vamos realizar um novo projecto para uma piscina exterior. O concelho merece e as nossas crianças também”, disse.
Esta informação partilhada por Nuno Mira já tinha sido avançado por O MIRANTE, em Setembro deste ano. Na altura, fonte bem informada do município explicou ao nosso jornal que existe um esboço de um projecto para construir um tanque exterior numa zona contígua à nova infraestrutura. As piscinas da Chamusca sempre foram exteriores e no Inverno era colocada uma cobertura para a prática de natação, nomeadamente dos alunos das escolas. Com o fecho do complexo em 2019, e o arranque das obras, que duram desde essa altura, as piscinas exteriores desapareceram e começou a ser construído um edifício totalmente coberto, como se pode ver pela fotografia que ilustra este texto. A zona relvada na fotografia será onde o município tem prevista a eventual construção de um tanque exterior.

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