Sociedade | 02-01-2026 11:53

Distrito e cidade de Santarém é onde os preços das casas mais subiram

imobiliario cidade casas
foto ilustrativa

A cidade capital de distrito viu as causas aumentarem 27,1%, muito acima de Lisboa e da média de 18,8% do distrito de Santarém. O relatório do Idealista indica que a Chamusca tem o metro quadrado mais barato e Benavente o mais caro.

Santarém é a capital de distrito onde mais subiu o preço das casas num ano, com um aumento de 27,1%. Em média, actualmente, comprar uma casa em Portugal custa 3.019 euros por metro quadrado sendo que em termos nacionais a média de subida em Dezembro de 2025 situou-se nos 6,8% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, atingindo um máximo histórico. Já em relação à variação trimestral, os preços subiram 2,6%. Os dados revelados num relatório do Idealista, sublinha que depois de Santarém, Beja e Setúbal foram as capitais onde o índice de preços aumentou bastante, mas mesmo assim a uma grande distância da cidade escalabitana, respectivamente com 20% e 17,2%.
O distrito de Lisboa é o mais caro com o metro quadrado a custar 4.573€ sendo que nesta região a cidade capital de distrito continua a ser a cidade mais cara com um valor de 5.995€/metro quadrado(m2). Mesmo assim e apesar de ter registado a maior subida, os preços em Santarém são três vezes abaixo de Lisboa, com um valor de 1703€/m2, representando uma diferença de 28,4%, estando no grupo de cidades com casas que custam abaixo de dois mil euros por metro quadrado abaixo de Leiria (1.784€/m2) e Viseu (1.760€/m2) e acima de Vila Real (1.317€/m2) e Beja (1.305€/m2). Porto Santo, na Madeira, regista a maior valorização anual (42,6%).
Os preços das casas subiram em todos os 26 distritos e ilhas analisadas durante 2025, sendo que no de Santarém a subida foi de 18,8%, situando-se no quinto lugar a nível nacional e destacando-se como o primeiro distrito do continente onde houve a maior subida. A maior subida anual foi registada na ilha de Porto Santo (42,6%), seguindo-se a ilha do Faial (29%), ilha de São Miguel (20,2%), ilha Terceira (19,9%). Apesar de o distrito de Lisboa ter as casas mais caras, de 2024 para 2025 a subida foi moderada, de 6,9%, abaixo de cidades do interior como Beja, onde o preço das casas é de 1.316 euros/m2)
Em Novembro, as casas mais caras eram vendidas em Benavente, com um custo de 2.178€/m2, seguindo-se Salvaterra de Magos (1980€/m2), Santarém (1698€/m2), Entroncamento (1606€/m2) e Cartaxo (1599€/m2). As casas mais baratas estão na Chamusca (756€/m2), Golegã (1083€/m2) e Vila Nova da Barquinha (1288€/m2). Abaixo da média distrital de 1517€/m2 estão ainda as cidades de Tomar (1301€/m2), Rio Maior (1371€/m2) e Almeirim (1490€/m2). Depois de Santarém, as maiores subidas anuais é no Cartaxo (24,3 %), onde o preço das casas se situava no final do ano em (1.599 €/m2). Em Abrantes não há dados disponíveis do final do ano e os mais recentes são de Outubo, com um valor de 993 €/m2, numa tendência de crescimento em relação aos meses anteriores.
Os índices de preços imobiliários do Idealista resultam da análise ​a​os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista, sendo eliminados da estatística os anúncios atípicos e com preços fora de mercado. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.

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