Sociedade | 03-01-2026 10:00

Fecho de restaurante foi o último suspiro do antigo pavilhão de exposições da Nersant em Torres Novas

Fecho de restaurante foi o último suspiro do antigo pavilhão de exposições da Nersant em Torres Novas
O empresário Joaquim Eduardo, proprietário do restaurante Nersant, foi entrevistado por O MIRANTE para a rubrica Tres Dimensões, em Janeiro de 2010 - foto arquivo O MIRANTE

O encerramento do restaurante do pavilhão da Nersant em Torres Novas representa o fim de um ciclo e de um espaço multiusos que constituiu uma referência na região e acabou praticamente ao abandono.

A decadência gradual e a recente venda do pavilhão de exposições da Nersant, em Torres Novas, levou ao encerramento, neste mês de Dezembro, do restaurante que aí funcionou durante 25 anos. A empresa Imohorizonte – Sociedade de Investimentos Imobiliários, de Abrantes, adquiriu o imóvel em 2025 e Joaquim Eduardo, que detinha a exploração do restaurante da Nersant, não conseguiu obter a renovação da concessão, encerrando assim um capítulo que durou um quarto de século.
Tal como O MIRANTE noticiou, o espaço foi comprado pela Imohorizonte e pela Additional Parade por cerca de um milhão e 900 mil euros. Os novos donos do pavilhão da Associação Empresarial da Região de Santarém – Nersant têm vindo a negociar a venda do espaço a outras entidades, sendo uma delas a cadeia de supermercados Mercadona. Segundo apurámos, também tinham interesse no espaço marcas como a Decathlon e a Leroy Merlin.
A importância e a utilização do pavilhão de exposições da Nersant foram decaindo ao longo da última década e meia, atravessando várias direcções da associação empresarial. Contribuíram para essa realidade a deslocalização, em 2010, da feira mais importante que aí se realizava, a FERSANT – Feira Empresarial da Região de Santarém, para o Centro Nacional de Exposições (CNEMA), em Santarém, onde passou a decorrer em paralelo com a Feira Nacional de Agricultura. Também a emblemática Feira dos Frutos Secos, em Torres Novas, saiu do espaço em 2011 e nunca mais regressou.
O encerramento do restaurante no final de Dezembro motivou a divulgação de um comunicado de imprensa onde o concessionário do espaço, Joaquim Eduardo, refere que “mais do que a despedida de um espaço que marcou gerações, este encerramento representa também o fim da actividade da empresa”.
Em entrevista para a rubrica Três Dimensões de O MIRANTE, publicada em Janeiro de 2010, Joaquim Eduardo dizia que vivia praticamente no restaurante e que só ia a casa para dormir. Natural da aldeia de Soudos, Tomar, onde nasceu em 1956, começou por trabalhar na venda de produtos químicos de manutenção industrial mas o gosto pela restauração levou-o a abrir um restaurante em Torres Novas. Entretanto, ganhou a concessão do restaurante da Nersant. Dizia que adorava cozinhar e que, se pudesse era só o que fazia. Nos tempos livres confessava gostar de comprar velharias e divertir-se a cozinhar petiscos para os amigos.

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