Sociedade | 04-01-2026 12:00

Município de VFX quer comprar pavilhão para evitar despejo de associação de Vialonga

Município de VFX quer comprar pavilhão para evitar despejo de associação de Vialonga
Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara de VFX, diz que o objectivo é garantir que o edifício continue ao serviço da comunidade - foto O MIRANTE

Falência de construtor deixou pavilhão da Maranhota, em Vialonga, em hasta pública. A intenção é que o edifício continue ao serviço da Associação de Apoio Social Cultural e Recreativo de Vialonga, que ocupa o espaço para actividades sociais.

O pavilhão multiusos e gimnodesportivo da Quinta da Maranhota, em Vialonga, foi para venda executiva judicial, na sequência da declaração de insolvência da Promocasa – Cooperativa de Habitação, entidade que detinha o direito de superfície sobre o edifício, e a Câmara de Vila Franca de Xira vai tentar comprar o espaço por um valor até 85 mil euros.
O imóvel, apreendido para a massa insolvente da cooperativa, está a ser alienado através de leilão electrónico. Apesar disso, o município surge numa posição particular neste processo, uma vez que é o proprietário do solo onde o pavilhão está implantado, assumindo a qualidade de fundeiro, enquanto a cooperativa insolvente é a superficiária. Por esse motivo, o pavilhão está arrendado à Associação de Apoio Social, Cultural e Recreativo de Vialonga, uma associação sem fins lucrativos que ali desenvolve actividades de apoio social à comunidade.
Para além da actividade regular da associação, o pavilhão é utilizado pela comunidade local, incluindo escolas, instituições, associações, famílias e grupos informais, funcionando como um importante pólo de dinamização educativa, cultural e desportiva na freguesia.
“A nossa intenção é garantir que aquele edifício, que tem características sociais, possa continuar a servir esse propósito e venha à posse da câmara sem que isso perturbe o trabalho da associação. Sem embargo de alguma decisão de direito de preferência que possa vir a ser tida em conta mas que não se antecipa”, explica o presidente do município, Fernando Paulo Ferreira. A proposta de compra foi aprovada por unanimidade em reunião de câmara.
O equipamento, com uma área total de terreno de 520 m² e uma área bruta de construção de 632 m², encontra-se inscrito na matriz predial urbana da freguesia de Vialonga, com um valor patrimonial tributário avaliado em cerca de 424 mil euros.
Esta não é a primeira vez que o município adquire fracções da insolvente Promocasa, como O MIRANTE tem noticiado. No final de 2024 a câmara assinou a escritura de compra e venda de 129 fracções de bairros de habitação social construídos pela cooperativa Promocasa num negócio fixado nos 2 milhões e 869 mil euros. Tal como agora, a compra visou garantir, acima de tudo, que esse património habitacional não caísse em mãos especuladoras e continuasse a cumprir o seu papel social, notou Fernando Paulo Ferreira.

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