Enterro de 600 mil aves infectadas com Gripe A gera preocupação em Paialvo
Presidente da Câmara de Tomar garantiu que enterro das aves decorreu dentro da legalidade e das normas de saúde pública. Vereadora da oposição alertou para potenciais riscos para a saúde pública e para a segurança ambiental.
A ocorrência de surtos de Gripe A na freguesia de Paialvo foi tema na mais recente reunião de câmara de Tomar, após a confirmação de que mais de 600 mil aves contaminadas foram abatidas e enterradas em vários aterros localizados naquela freguesia, situação que tem vindo a inquietar a população local. A preocupação foi levantada pela vereadora da oposição Filipa Fernandes (PS), que alertou para os potenciais riscos para a saúde pública e para a segurança ambiental, nomeadamente a eventual contaminação dos solos e das águas subterrâneas.
Filipa Fernandes sublinhou que se trata de uma freguesia onde muitas famílias recorrem à água de furos para consumo doméstico e para actividades agrícolas, o que torna a situação particularmente sensível. Apesar de reconhecer que todo o processo terá sido acompanhado pelas autoridades competentes e que os procedimentos legais terão sido cumpridos, a autarca considerou legítima a preocupação da população.
Em resposta, o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão (PSD), classificou o tema como “deveras sensível”, esclarecendo que todo o processo está sob a tutela da DGAV, entidade que acompanhou, monitorizou e decidiu os procedimentos adoptados. Do lado do município, garantiu que foi prestado todo o apoio solicitado, incluindo a colaboração dos bombeiros, que estiveram no local.
Segundo Tiago Carrão, o município foi informado de que o enterro das aves decorreu dentro da legalidade e das normas de saúde pública. O autarca revelou ainda que, desde 12 de Dezembro, foram identificados três surtos de Gripe A em Paialvo, tendo sido comunicada recentemente a existência de um quarto foco. Reconhecendo a inquietação da população, o presidente da câmara manifestou abertura para solicitar formalmente esclarecimentos adicionais à DGAV, com o objectivo de tranquilizar os residentes e garantir que não existem riscos para a saúde pública.


