Mação avança com projecto “Condomínios de Aldeia” para reforçar protecção contra incêndios
Objectivo do projecto é reduzir a carga combustível e criar zonas de protecção que dificultem a propagaçao de incêndios de grande intensidade.
O concelho de Mação está a implementar um conjunto alargado de intervenções no âmbito do programa nacional “Condomínios de Aldeia”, uma iniciativa financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que pretende aumentar a resiliência das populações que vivem em territórios florestais vulneráveis. O projecto abrange uma dezena de aldeias do concelho e representa um investimento significativo na prevenção estrutural de incêndios rurais, superior a 350 mil euros. As aldeias são Arganil, Moita Ricome, Freixoeiro, Freixoeirinho, Galega, Feiteira, Roqueira, Serra, Vale de Grou e Venda Nova.
O executivo municipal, no sentido de esclarecer a população sobre os objectivos e o alcance do projecto, promoveu reuniões com os habitantes das aldeias abrangidas, realizadas entre os dias 27 e 31 de Dezembro. A estratégia assenta na gestão activa do território, com acções que incluem a reconversão de áreas florestais em espaços agrícolas ou agro‑silvopastoris, a criação de faixas de gestão de combustível e a limpeza sistemática de terrenos envolventes às habitações. O objectivo é reduzir a carga combustível e criar zonas de protecção que dificultem a propagação de incêndios de grande intensidade.
Além das intervenções no terreno, o projecto “Condomínio de Aldeia” aposta na participação directa dos proprietários e da comunidade local, promovendo uma gestão colectiva e contínua do espaço rural. O município de Mação, que ao longo dos últimos anos, sobretudo em 2017, tem sido repetidamente afectado por incêndios de grande dimensão, vê neste projecto uma oportunidade para reforçar a segurança das populações, proteger património e criar paisagens mais diversificadas e produtivas. A autarquia sublinha que a iniciativa não se limita à prevenção, mas procura também gerar novas dinâmicas económicas ligadas à agricultura, ao pastoreio e à valorização do território. O município considera que este é um passo decisivo para transformar a relação das aldeias com a floresta e para construir um modelo de gestão sustentável que possa servir de referência a outras regiões do país.


