Os municípios devem investir em festas porque as festas também fazem parte da vida
Entre convívios familiares e saídas pontuais para celebrar o Ano Novo, vários escalabitanos com quem o MIRANTE falou vêem com bons olhos que as autarquias invistam em festividades como a de passagem de ano. O MIRANTE andou pelas ruas de Santarém dois dias antes da passagem de ano, para saber como pensavam os escalabitanos entrar em 2026. Os convívios caseiros com familiares e amigos continuam a ser frequentes, tal como há quem prefira a festa pública organizada pelo município ou conjugue as duas opções, para entrar no novo ano com o pé direito.
Margarida Pais: Ano Novo em família, com casa cheia
Margarida Pais, 57 anos, celebrou a passagem de ano em casa, em Santarém, depois de conseguir reunir os filhos todos à mesa, sendo para si o mais importante “estar em família”. Sobre o investimento dos municípios em festas de passagem de ano, considera que também é preciso haver momentos de diversão para a população, embora reconheça que, por vezes, o dinheiro pudesse ser canalizado para áreas mais essenciais à cidade. Ainda assim, entende que as festas devem existir e “quem gosta vai, quem não gosta, não vai”.
Rodrigo Oliveira: É preciso haver eventos para dinamizar a cidade
Rodrigo Oliveira, 22 anos, recebeu o novo ano em casa, na companhia de amigos, como já é habitual para si, afirmou. O jovem considera positiva a aposta dos municípios em eventos de passagem de ano e outros, defendendo que “é preciso haver eventos para dinamizar a cidade” e proporcionar momentos de convívio, não vendo esse investimento como um desperdício de dinheiro público.
António Lourenço: Festas sim, mas com respeito e civismo
António Lourenço, 73 anos, reformado e residente em Santarém há vários anos, passou a noite de passagem de ano em casa, com a família. O antigo militar, natural de Rio Maior, considera também importante que os municípios promovam iniciativas que juntem as pessoas e fomentem o convívio social, mas alerta que as festas só fazem sentido se houver respeito entre todos, lamentando que, por vezes, alguns aproveitem estes momentos para causar distúrbios e “apenas para destruir”.
Diana Gaspar: Sair um pouco, mas sem abdicar da família
Diana Gaspar, 39 anos, empresária natural de Vale de Figueira, passou a passagem de ano com a família e saiu por algum tempo para assistir ao concerto no Jardim da Liberdade, em Santarém. Embora não conheça o valor monetário envolvido na organização das festas, reconhece que para haver dinamização na cidade é necessário investir, defendendo que a discussão sobre poupança só faz sentido quando há conhecimento concreto dos orçamentos.
António Mesquita: É sempre bom haver festa
António Mesquita, 28 anos, actualmente a viver em Lisboa, regressou a Santarém para a passagem de ano com a família, num jantar e numa ceia tradicional de passagem de Ano Novo. Apesar dos planos caseiros, defende que é também importante existirem “festas acessíveis ao público” nesta altura do ano, considerando positivo que os municípios se preocupem com o bem-estar e felicidade das pessoas, desde que os investimentos sejam feitos com prioridades bem definidas e boa organização. “Se as coisas forem bem feitas, penso que é sempre bom haver festa”, destaca.
Ivone Rosa: Uma passagem de ano no conforto de casa
Ivone Rosa, 65 anos, dividiu o último dia de 2025 entre um almoço fora com os pais, ambos com mais de 90 anos, e uma noite tranquila em casa com o marido e os animais de estimação. Apesar de preferir um ambiente mais reservado, considera importante que os municípios promovam festas públicas, sobretudo para os mais jovens, defendendo que deve haver sempre música e fogo-de-artifício para animar a cidade na passagem de ano.


