Sociedade | 10-01-2026 18:00

Hospital de Vila Franca de Xira sem partos no início do ano e problemas nas urgências

Hospital de Vila Franca de Xira sem partos no início do ano e problemas nas urgências
- foto arquivo O MIRANTE

A falta de profissionais de saúde obrigou ao encerramento do bloco de partos na passagem do ano em Santarém e Vila Franca de Xira, sendo que nesta última cidade não houve notícia de nascimentos até dia 6 de Janeiro.

Em Santarém e Vila Franca de Xira não nasceram bebés no primeiro dia do ano devido ao encerramento dos blocos de partos dos hospitais públicos dessas duas cidades. E, no caso de Vila Franca de Xira, não houve notícias de qualquer nascimento até dia 6, data do fecho desta edição. A única maternidade da região ribatejana que esteve a funcionar foi a do Hospital de Abrantes, onde a primeira criança a nascer foi Maria Teresa, perto das dez da noite de dia 1 de Janeiro (ver outro texto nesta página).
A passagem de ano no Hospital Vila Franca de Xira foi atribulada para doentes e profissionais de saúde, com doentes a serem desviados da urgência geral. E o encerramento da ginecologia e obstetrícia nos dias 31 de Dezembro e 1 de Janeiro levou inclusivamente a que não houvesse o habitual nascimento de bebés no dia de Ano Novo, já que as parturientes foram encaminhadas para os hospitais de Abrantes, Caldas da Rainha e Lisboa.
O Hospital Vila Franca de Xira, recorde-se, está a atravessar um mau momento na sua história, segundo vários autarcas da cidade o pior desde a reversão da parceria público-privada que levou à sua construção em 2013. A falta de profissionais de saúde, em particular médicos ginecologistas, levou a Unidade Local de Saúde (ULS) Estuário do Tejo e o Serviço Nacional de Saúde a articular meios para concentrar as respostas obstétricas na Área Metropolitana de Lisboa em apenas um ou dois hospitais.

Caos nas urgências e críticas dos bombeiros
Na segunda-feira, 29 de Dezembro, uma afluência muito significativa ao serviço de urgência levou o Hospital Vila Franca de Xira a solicitar ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do Instituto Nacional de Emergência Médica que, “provisória e excepcionalmente”, não enviasse mais doentes para o seu serviço de urgência. A medida foi justificada também pelo nível “muito elevado” de utentes internados naquele serviço.
A situação gerou queixas dos bombeiros da região, que alertaram para os constrangimentos da urgência geral do hospital tendo até informado a comunidade de que previsivelmente até às 08h00 da véspera de ano novo aquele hospital não poderia receber mais doentes.
Nas suas redes sociais, os Bombeiros Voluntários da Azambuja avisaram que os doentes começariam a ser transportados para outros hospitais da região, sobretudo na Grande Lisboa. Uma situação que, lamentaram, iria gerar constrangimentos e maior tempo de ocupação dos meios. Também os Bombeiros de Vialonga divulgaram uma mensagem semelhante, lembrando que os seus meios “estão articulados com o INEM e que todos os doentes transportados serão redireccionados para outros hospitais da cidade de Lisboa”. Entretanto a ULS Estuário do Tejo veio garantir que o serviço de urgência retomou o funcionamento em pleno a partir da madrugada de 31 de Dezembro.

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