Vandalismo em Vila Franca de Xira e Póvoa de Santa Iria revolta moradores
Na madrugada do dia de Natal alguém destruiu floreiras e derrubou chapéus das esplanadas na Rua Almirante Cândido dos Reis, em Vila Franca de Xira. Também no passeio ribeirinho da Póvoa de Santa Iria foram danificadas estruturas e caixotes do lixo. Município quer reforço da videovigilância nas áreas urbanas.
Vários casos de vandalismo nas cidades de Vila Franca de Xira e da Póvoa de Santa Iria nos últimos dias deixaram indignados vários moradores que pedem uma intervenção mais musculada das autoridades policiais. Na madrugada do dia de Natal alguém destruiu mais de uma dezena de floreiras existentes na Rua Almirante Cândido dos Reis, também conhecida como rua do Chave de Ouro, tendo derrubado também vários chapéus de sol das esplanadas. Um acto de destruição gratuita que revoltou vários moradores quando encontraram o cenário na manhã seguinte. Dias antes, na zona ribeirinha da Póvoa de Santa Iria, também alguém danificou bancos e outros equipamentos públicos, incluindo caixotes do lixo que foram derrubados.
A situação tem preocupado o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, que anunciou a intenção de aumentar as áreas de videovigilância nas áreas urbanas do concelho. Actualmente existem 20 câmaras de vigilância no concelho, abrangendo uma área com 3,5 quilómetros de extensão, incluindo o caminho pedonal ribeirinho, parque urbano do Cevadeiro e Jardim Municipal Constantino Palha.
Polícia municipal não é solução
“Estamos a trabalhar e já reuni com as forças de segurança no sentido de alargarmos o sistema de videoprotecção. Já alargámos as zonas no mandato passado e vamos agora alargar para outras zonas urbanas”, anunciou. Apesar de continuar a dizer que o concelho “está muito longe” dos níveis de criminalidade de outros concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, o autarca entende que tanto a PSP como a GNR precisam de reforçar o policiamento e volta a não considerar a polícia municipal como solução.
“Temos decidido não avançar com a polícia municipal porque as questões do policiamento devem ser asseguradas pela PSP e GNR. Devem é ser reforçados os meios de intervenção dessas duas forças policiais. Para isso é importante que o governo não retire operacionais do nosso concelho e por isso já tenho um pedido de reunião com a ministra da Administração Interna. Retirar daqui polícias e guardas republicanos não é um bom caminho”, criticou.
A somar à falta de efectivos o autarca avisa que muitas viaturas das duas forças policiais estão avariadas e à espera de reparação por parte do ministério. “Estes são temas importantes que estão a merecer a nossa análise”, garantiu.
As declarações do autarca foram feitas em resposta ao eleito da Coligação Nova Geração (PSD/IL), Bruno Ventura, na última assembleia municipal, onde este criticou o “vandalismo puro” sobre equipamentos municipais. “Este tipo de comportamento bárbaro não deve nem pode ficar impune. Depois de episódios destes, que se repetem com alguma frequência, o que falta para encarar com maior positividade a criação de uma polícia municipal que vigie o nosso espaço público e os nossos espaços urbanos”, defendeu.


