Chamusca continua com problemas graves na área da Saúde e autarcas exigem medidas
Falta de médicos de família, instabilidade das equipas de profissionais e recurso frequente a soluções precárias ou temporárias são as principais preocupações dos autarcas da Chamusca.
A falta de médicos de família e a instabilidade dos serviços de saúde no concelho da Chamusca, nomeadamente no centro de saúde localizado na vila sede, continua a ser um assunto na ordem do dia nas reuniões de autarcas. Na última Assembleia Municipal da Chamusca, que se realizou a 30 de Dezembro de 2025, a bancada da CDU, através da deputada Ana Nunes, apresentou uma moção que critica a “falta de médicos de família, instabilidade de equipas médicas e o recurso frequente a soluções precárias ou temporárias que traduzem atrasos de diagnóstico, agravamento do estado de saúde da população e pressão sobre os serviços de saúde. Esta realidade não é evitável, mas sim resultado de opções políticas”, disse.
A moção exige ao Governo “a atribuição de médicos de família para todos os utentes do concelho da Chamusca e a estabilidade das suas equipas de saúde, reclamar medidas concretas de fixação de profissionais de saúde, entre outras medidas. A câmara municipal deve defender junto das entidades competentes o acesso à saúde como uma função indeclinável do Estado”, conclui Ana Nunes.
Todos os autarcas concordaram com a moção apresentada pela CDU e o documento foi aprovado por unanimidade. Os problemas graves que existem na área da Saúde no concelho não são uma novidade e têm gerado muita preocupação entre população e autarcas eleitos. Há milhares de utentes sem médico de família atribuído no concelho, as extensões de saúde funcionam mal em várias freguesias e as consultas raramente estão garantidas aos utentes na altura em que precisam. O facto do município, quase dois anos após a inauguração do novo Centro de Saúde da Chamusca, ainda não ter a posse do imóvel também não ajuda à gestão da unidade, uma situação que o novo executivo liderado por Nuno Mira (PS) terá de resolver.
A prova de que as coisas não estão a funcionar como esperado aconteceu numa manhã de sábado, a 23 de Agosto de 2025, quando o centro de saúde não abriu portas porque o segurança não apareceu com as chaves. A situação insólita causou muita indignação na população e constrangimentos, uma vez que muitos utentes, a maioria idosos, não foram atendidos à hora marcada porque as portas da unidade, que pertence à Unidade Local de Saúde da Lezíria, não abriram de acordo com o seu horário de funcionamento.


