Talude que deslizou junto à estação de Santarém espera solução há dois anos
Aluimento de terras junto à Linha do Norte roubou parte do passeio na designada Estrada da Estação, na Ribeira de Santarém, e dois anos depois tudo continua na mesma.
No dia 19 de Janeiro de 2026 completam-se dois anos desde que um deslizamento de terras arrastou parte do passeio da Estrada Nacional 365 para a Linha do Norte, perto da estação ferroviária de Santarém, na muito movimentada e popularmente designada Estrada da Estação. Desde aí pouco foi feito no terreno, com excepção da vedação da zona por razões de segurança. O trânsito chegou a estar cortado durante alguns meses, no sentido poente – nascente, mas foi restabelecido nos dois sentidos.
Os resguardos sinalizadores junto à estrada recordam a quem ali passa que as obras tardam a chegar mas o presidente da câmara, João Leite (PSD), garantiu em reunião do executivo que o assunto não está esquecido pela empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP), sublinhando que a intervenção vai ser complexa, abrangendo uma área maior do que a afectada pelo deslizamento de terras. Referiu ainda que a autarquia tem pressionado para que a intervenção seja feita o mais rápido possível, vincando que se trata de uma obra para mais de 2 milhões de euros, para a qual a IP se prepara para lançar concurso.
O assunto foi também recordado pelo vereador Pedro Ribeiro (PS). O autarca socialista defendeu que a Câmara de Santarém devia assumir o processo com vista à realização das necessárias obras, apesar de as mesmas serem da responsabilidade da empresa pública IP, considerando que a tramitação através dos municípios é sempre mais rápida do que através da administração central. “Ninguém meteu em causa que a obra é complexa e que são precisas empresas especializadas para intervir nessa obra junto à Linha do Norte, a questão aqui é a da celeridade”, defendeu.
Em Agosto de 2025, o então vereador do Trânsito da Câmara de Santarém, Manuel Afonso (PS), dizia não ser normal o tempo que a IP tem levado para resolver esse problema. Aproveitando a presença do vice-presidente da IP numa reunião de câmara, o autarca socialista “lamentou profundamente” que aquele cenário durasse há mais de um ano. “É inadmissível e inaceitável”, exclamou, referindo que se os dirigentes da IP fossem eleitos e tivessem que prestar contas às populações, provavelmente as coisas não se arrastariam tanto tempo.
O vice-presidente da IP revelou na altura que a intervenção nesse pequeno talude junto à Linha do Norte “é bastante complexo” e o projecto, que já está elaborado, demonstra isso mesmo. O investimento previsto é de 2,2 milhões de euros. Carlos Fernandes disse esperar que em Janeiro de 2026 pudesse ser lançada a empreitada para se solucionar o problema durante o novo ano.


