Sociedade | 13-01-2026 11:59

Chamusca volta a ter investigação por violência doméstica

 violencia domestica
foto ilustrativa

Violência doméstica volta a marcar a actualidade no concelho da Chamusca, com a detenção de um homem de 58 anos suspeito de exercer agressões físicas e psicológicas contra a ex-companheira e o filho menor.

No dia 9 de Janeiro, a Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) de Santarém, deteve um homem de 58 anos no concelho de Chamusca no âmbito de uma investigação por violência doméstica. As diligências policiais apuraram que o suspeito exercia violência física e psicológica sobre a sua ex-companheira e o seu filho, de 46 e 17 anos, respectivamente, culminando na detenção do suspeito e na aplicação de medidas de coacção que o obrigam a afastar-se das vítimas e a proibir qualquer tipo de contacto.
Este novo caso surge num contexto em que a violência doméstica continua a marcar a actualidade na região e no país. No concelho de Benavente, por exemplo, as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) registaram, em 2024, um aumento de situações em que a violência doméstica se assumiu como principal factor de risco para o desenvolvimento de menores, acompanhada de casos de abuso sexual infantil. No concelho da Chamusca este não é o primeiro episódio recente de intervenção por este tipo de crime. No ano passado, em Novembro, um homem de 40 anos foi detido no concelho também acusado de violência física e psicológica contra a companheira, tendo sido aplicado um sistema de pulseira electrónica como medida de coacção.
A escala do problema a nível nacional também é significativa. Um levantamento de finais de Agosto de 2025 indica que, numa única semana, a PSP registou quase 300 casos de violência doméstica em várias regiões do país, com detenções e medidas de coacção aplicadas a vários suspeitos. As forças de segurança, em colaboração com instituições locais e nacionais, reforçam apelos à denúncia e ao apoio às vítimas, lembrando que a intervenção atempada pode ser decisiva para interromper ciclos de violência e proteger famílias em risco.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias