Sociedade | 17-01-2026 12:00

Falta de civismo e de manutenção após fecho do Santander na Chamusca

Falta de civismo e de manutenção após fecho do Santander na Chamusca
Após o fecho do balcão do Santander, a máquina multibanco na Chamusca ficou ao abandono e tornou-se motivo de protesto da população - foto DR

Banco Santander encerraram balcões em vários concelhos do Ribatejo, como em Azambuja, Marinhais, Alcanena e Chamusca. Neste último, há falta de manutenção na máquina automática, situação que tem gerado indignação por parte da população.

No final de 2025, o Banco Santander Totta iniciou uma vaga de fecho de balcões, nomeadamente nos concelhos de Azambuja, Chamusca, Marinhais e Alcanena. A situação, que tem provocado inquietação entre populações, autarcas e comerciantes locais, trouxe outros problemas, principalmente relacionados com a manutenção das máquinas automáticas de multibanco. A foto que ilustra este texto foi enviada para a redacção de O MIRANTE por um leitor, residente na Chamusca, que reflecte o estado da máquina automática localizada na vila, mais precisamente na Rua Direita de São Pedro, a principal artéria da localidade. A falta de manutenção do banco e de civismo das pessoas que deitam os papéis para o chão estão a revoltar a população que utiliza o serviço.
Recorde-se que o Santander anunciou que estas reduções fazem parte de uma estratégia de “optimização da rede de balcões e melhoria do serviço ao cliente”, que passa pela concentração de equipas em locais de maior dimensão e pelo reforço de soluções digitais. Um dos concelhos onde a contestação é maior é o de Alcanena, uma vez que o balcão do banco funcionou naquela vila durante cerca de 70 anos. Tal como O MIRANTE noticiou na altura do anúncio do fecho, o executivo municipal manifestou “profundo lamento, estupefacção e repúdio” pela decisão, qualificando-a como unilateral e injustificável. A câmara municipal anunciou ainda que irá encerrar as contas que mantém com o banco. Além do impacto económico, os autarcas alertaram para as consequências sociais desta retirada. A perda de atendimento físico representa um revés nas relações de proximidade, sobretudo com as populações mais idosas ou com menor literacia digital, que dependem do balcão para operações bancárias básicas. As autarquias afectadas sublinham também que a saída de um serviço essencial pode enviar um sinal negativo a investidores e famílias que procuram locais com serviços de proximidade e estabilidade.
Em Azambuja, Chamusca e Marinhais, os balcões encerraram em meados de Novembro de 2025, ficando apenas disponíveis máquinas automáticas para levantamentos e depósitos. Quem ainda se mantém como cliente do banco nestes concelhos tem de se deslocar a agências de maior dimensão em concelhos vizinhos para serviços presenciais completos.

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