Falta de espaço obriga alunos a ter actividades dentro de balneários em Alcoentre
Monitores que dinamizam as actividades de apoio à família no Centro Escolar de Alcoentre têm de levar as crianças para os corredores ou para dentro de balneários por falta de espaço. Responsável da escola e presidente da junta deixam alerta ao município.
As actividades de animação e apoio à família e Componente de Apoio à Família (CAF) no Centro Escolar de Alcoentre, direccionadas para alunos de 1º ciclo, estão a decorrer em corredores ou nos balneários do pavilhão daquele estabelecimento de ensino por falta de salas de aula disponíveis. Uma situação que não agrada às famílias e para a qual o município foi alertado pelo presidente da Junta de Alcoentre, André Silva, em sessão da Assembleia Municipal de Azambuja.
O autarca, eleito por um movimento independente, lamentou que as pessoas responsáveis pelas actividades não tenham um local apropriado para estar com as crianças e tenham de recorrer aos corredores ou aos balneários do pavilhão da escola, que não estão a ser utilizados para o fim que deveriam. Nas actividades, vincou, participam cerca de trinta crianças, algumas com necessidades educativas especiais.
Além disso, prosseguiu, os encarregados de educação, cada vez mais, “vão buscar as crianças mais tarde” ou deixá-las na escola antes de as aulas começarem sendo por isso fundamental que estas actividades de apoio à família decorram em espaço apropriado. Este ano lectivo, o Centro Escolar de Alcoentre passou a ter três turmas de pré-escolar o que justifica a falta de salas disponíveis. André Silva alertou ainda o executivo municipal para a necessidade de construção de um telheiro no Centro Escolar de Alcoentre para que as crianças não tenham de andar à chuva quando têm de se deslocar para o pavilhão.
O presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio (PS), mostrou estar ao corrente da situação, dando conta que o problema lhe foi apresentado pela responsável daquele centro escolar durante uma visita ao mesmo. “Há que criar uma nova sinergia para dar nova vivência e valência àquele espaço”, disse, referindo-se ao pavilhão que considera, pelo espaço que tem, poder vir a sofrer obras de beneficiação para acomodar salas próprias para as actividades de apoio à família.


