Sociedade | 21-01-2026 15:00

Feira da Póvoa de Santa Iria começa o novo ano com preços iguais aos de 2025

Feira da Póvoa de Santa Iria começa o novo ano com preços iguais aos de 2025
Armindo Joaquim, Henrique Martinho, Nuno Pinto, Fátima Letra, Fátima Armês e Paula Almeida

A primeira feira semanal da Póvoa de Santa Iria de 2026 arrancou na sexta--feira sem aumentos nos preços dos alimentos. Apesar das previsões de subida ao longo do ano, os feirantes mantêm, para já, os valores de 2025.

Na primeira feira semanal da Póvoa de Santa Iria de 2026, os feirantes mantiveram os preços dos alimentos praticados em 2025. Apesar de estarem previstos aumentos, ao longo deste ano, nos preços do pão e dos produtos de pastelaria, da carne, do peixe ou do café, para já esses acréscimos ainda não se fizeram sentir. “Ainda não aumentámos os preços porque os fornecedores de farinha também não aumentaram. Numa nova encomenda, se os preços subirem, vamos ter de aumentar o preço dos produtos”, explica Paula Almeida, que vende pão e produtos de pastelaria na feira semanal da Póvoa há 16 anos.
Noutra banca está Nuno Pinto, vendedor de leguminosas e frutos secos há três décadas. Para já, os preços mantêm-se idênticos aos de 2025, até porque as colheitas ainda são do ano passado. São mais de 300 produtos à venda, entre diversos tipos de feijões provenientes de várias regiões do país e também do estrangeiro. O comerciante lamenta que a tradição de comprar na feira se tenha vindo a perder, muito por culpa da quantidade de supermercados existente. Soma-se ainda a questão dos horários. “Esta feira realiza-se em horário laboral para a maioria das pessoas e, por isso, vem à feira quem está reformado ou desempregado. Na faixa etária dos 30 anos, só uma em cada 100 pessoas vem aqui comprar”, refere.

Clientes fiéis sustentam a feira
Já na peixaria, uma das vendedoras mais antigas garante que o preço do quilo de peixe se mantém igual ao de 2025. Fátima Letra relata, no entanto, que o ano passado foi fraco, com poucos clientes, e que “as pessoas preferem passear e comer uma sandes” a comprar peixe.
Há mais de 40 anos que Armindo Joaquim vende frutas, legumes e leguminosas na feira da Póvoa. Com produção própria, para já os preços mantêm-se, mas podem variar consoante as colheitas. Na mesma banca, Henrique Martinho fala em cada vez menos clientes, mas sublinha que os que existem são certos e fiéis.
A qualidade dos produtos, com mais sabor e menos químicos, é apontada como um dos principais atractivos para os clientes, a par da diversidade, nomeadamente no caso das leguminosas. Pão, queijo e enchidos continuam também a vender-se bem e, mesmo sendo mais caros em alguns casos do que no supermercado, a qualidade é considerada superior.
A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) já tinha indicado que os aumentos previstos para os preços da carne de vaca e do peixe só se deverão fazer sentir ao longo deste ano, não ocorrendo logo nos primeiros dias de 2026. A associação prevê subidas na ordem dos 7% para estes produtos. O pão deverá registar um aumento ligeiro, mas abaixo da inflação prevista.

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