Sociedade | 23-01-2026 10:00

Associação alerta para falhas no regulamento de bem-estar animal no Cartaxo

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Na última sessão camarária um representante da Associação Portuguesa de Apoio e Protecção da Floresta denunciou falhas na aplicação do regulamento de bem-estar animal, demonstrando ainda o seu desejo em integrar a Protecção Civil local.

Na última reunião da câmara do Cartaxo, realizada a 5 de Janeiro, Diogo Cordeiro, da Associação Portuguesa de Apoio e Protecção da Floresta (APAPF), alertou para falhas na aplicação do Regulamento de Bem-Estar Animal do concelho, disponibilizando-se ainda para ajudar o município no que diz respeito à acção da Protecção Civil local. Diogo Cordeiro explicou que o Regulamento de Bem-Estar Animal, aprovado em 2024, não pode ser plenamente aplicado porque o município ainda não dispõe de veterinário municipal. Segundo o munícipe, esta ausência impede o registo oficial das colónias de animais de rua, tornando ilegal a alimentação em locais não autorizados. Além disso, destacou a existência de cerca de 20 voluntários certificados na colectividade, formados em diversas áreas da protecção civil, que gostariam de integrar o serviço municipal e ajudar a colmatar “algumas das falhas que existem” nesta área. O dirigente sublinhou que a associação se mantém autossuficiente desde 2018, pedindo apenas condições para poder actuar formalmente. “Teremos o maior gosto em poder ajudar o município do Cartaxo e estamos preparados para o fazer a custo de zero. Não peço dinheiro, a ideia não é essa. Peço sim que nos arranjem forma de o ganhar, nem que seja através da contratação de serviços na limpeza de terrenos”, referiu.
O presidente da câmara, João Heitor, reconheceu que a área do bem-estar animal precisa de melhorias e garantiu que o município está a trabalhar para resolver a questão formalmente ainda este ano, sublinhando a importância do programa CED para a intervenção nas colónias de gatos. Sobre a Protecção Civil, o presidente explicou que toda a actividade no concelho deve ser coordenada pelo município, nomeadamente pelo coordenador municipal e os bombeiros, e lamentou que a articulação formal com a APAPF não esteja a ser feita formalmente e de forma contínua. Reforçou, porém, a abertura para que os voluntários se integrem no serviço, desde que cumpram os requisitos legais e de formação, deixando claro que o município está disponível para contratar serviços, caso a associação demonstre capacidade e cumpra as normas.
O vereador Ricardo Magalhães (PS) pediu mais clareza sobre os passos a seguir para operacionalizar esta colaboração, destacando que o presidente é o responsável máximo pela Protecção Civil no concelho e deve assegurar que possíveis falhas sejam resolvidas. A vereadora Luísa Areosa (Chega) mostrou-se favorável à cooperação com a associação, afirmando que a disponibilidade da colectividade para ajudar o município é uma mais-valia para toda a população.

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