Sociedade | 23-01-2026 07:00

Morador denuncia caos no trânsito e estacionamento em Samora Correia

Morador denuncia caos no trânsito e estacionamento em Samora Correia
José Nunes reside no Bairro Nossa Senhora da Oliveira, em Samora Correia, há quatro décadas e sugere soluções para resolver constrangimentos no trânsito - foto O MIRANTE

Problemas de estacionamento, circulação automóvel, degradação de edifícios públicos e falta de planeamento urbano estiveram em debate na reunião pública do executivo municipal de Benavente, a partir de uma intervenção detalhada de um morador de Samora Correia com mais de quatro décadas de residência na vila.

As dificuldades de mobilidade urbana em Samora Correia estiveram em destaque na última reunião do executivo da Câmara de Benavente, após uma intervenção de José Nunes, morador no Bairro Nossa Senhora de Oliveira há 43 anos, que enumerou um conjunto alargado de situações que arrastam há vários anos. O munícipe começou por chamar a atenção para a Rua João de Deus, onde vive, que classificou como a única via do bairro com largura suficiente para estacionamento organizado em ambos os lados, mas onde a ausência de marcação no pavimento leva, na prática, ao desperdício de lugares. “Onde podiam estacionar três ou quatro carros, ficam dois”, afirma, sublinhando que a situação se agrava no período nocturno, quando a procura aumenta e os moradores “têm de andar à procura de estacionamento”.
Ainda na mesma artéria, José Nunes voltou a contestar a existência de dois lugares destinados a cargas e descargas junto a um edifício que actualmente se encontra desocupado. A problemática do trânsito no Bairro Nossa Senhora de Oliveira foi o ponto central da intervenção. O morador defende a introdução de mais sentidos únicos como forma de aliviar a circulação e aumentar a capacidade de estacionamento, lembrando que várias ruas são estreitas e incompatíveis com dois sentidos de trânsito e estacionamento simultâneo.
Situação semelhante foi descrita na Rua Quinta dos Gatos, junto ao muro do Parque Ribeirinho e às hortas municipais, onde a coexistência de dois sentidos de circulação e o estacionamento contínuo ao longo da via obrigam frequentemente a manobras de marcha-atrás entre vários veículos. José Nunes sugere diferentes soluções, desde a criação de um sentido único até à eventual relocalização das hortas para permitir a criação de um parque de estacionamento.
A degradação do pavimento na Rua António Sérgio, agravada pelas chuvas recentes, foi igualmente referida, assim como situações de estacionamento abusivo na Fonte dos Escudeiros. José Nunes alargou ainda a crítica ao centro histórico de Samora Correia, nomeadamente à zona da Rua da Associação Comercial de Lisboa e a envolvente do Palácio do Infantado, denunciando a retirada parcial dos pilaretes, o estacionamento desordenado e a invasão de áreas destinadas a peões. Defende que o espaço deveria ser assumido como zona pedonal, devolvida à população.
Já numa perspectiva habitacional, José Nunes sugeriu que a autarquia avaliasse a recuperação das antigas casas dos polícias, devolutas, situadas na EN118, junto à entrada do Porto Alto. E mencionou também a ausência de um desfibrilhador na Casa do Povo de Samora Correia, espaço utilizado em programas municipais de actividade física dirigidos à população sénior.

Autarquia vai acompanhar situações sinalizadas
A presidente da Câmara Municipal de Benavente, Sónia Ferreira, reconheceu que várias das situações expostas estão identificadas pelos serviços municipais, enquadrando, algumas delas, no processo de reorganização do trânsito após as obras realizadas no centro histórico de Samora Correia. A autarca adiantou que a pintura do Centro Cultural está prevista no orçamento municipal e garantiu que os casos de estacionamento abusivo serão novamente comunicados à GNR, com pedido de reforço da fiscalização.

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