Seminário em Coruche debate futuro do sobreiro face às alterações ambientais
A resposta do montado aos incêndios, às pragas e às doenças vai estar em foco num encontro científico que reúne investigadores e técnicos, cruzando mais de uma década de trabalho de campo com os desafios actuais da gestão florestal.
O município de Coruche promove, a 7 de Fevereiro, no Observatório do Sobreiro e da Cortiça, um seminário dedicado à gestão florestal e à resiliência do sobreiro face ao fogo, às pragas e às doenças, no âmbito de um projecto de investigação científica em desenvolvimento no concelho desde 2013.
A iniciativa é organizada pelo Município de Coruche, enquanto entidade líder do PROVERE, em parceria com a Associação para o Desenvolvimento do Instituto Superior de Agronomia, responsável pela coordenação científica do projecto, que envolve investigadores do Instituto Superior de Agronomia e de outras entidades do sistema científico nacional.
Ao longo da manhã serão apresentados resultados de estudos centrados na análise dos efeitos do fogo e das práticas de gestão florestal em povoamentos de sobreiro, bem como na identificação dos factores que contribuem para o declínio do montado. Os investigadores irão partilhar conhecimento técnico e científico sobre a resposta do sobreiro aos incêndios, às pragas e às doenças, procurando apontar soluções concretas para os desafios que ameaçam esta espécie.
O programa inclui comunicações de Filipe Catry, Manuela Branco, Marco Marques e Paulo Firmino, investigadores do Instituto Superior de Agronomia, e de Joana Henriques, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária. Entre os temas em debate estão a mortalidade e regeneração do sobreiro após incêndios, as principais pragas que afectam a espécie, as doenças e os seus mecanismos de transmissão, bem como os efeitos do fogo na cortiça, nomeadamente ao nível da porosidade e do crescimento.
O seminário prevê ainda um momento de debate e uma visita de campo à Herdade dos Concelhos, onde será possível observar povoamentos de sobreiro 12 anos após um incêndio, permitindo uma leitura directa da evolução destes ecossistemas e dos impactos do fogo a médio e longo prazo.
A sessão decorre entre as 9h45 e as 13h30 e a participação é gratuita, embora sujeita a inscrição obrigatória.


