Em Santarém, Entroncamento e Rio Maior mais de 20% da população residente é estrangeira
Imigração tem ajudado a explicar o crescimento populacional em vários concelhos do distrito, como é o caso de Rio Maior, Entroncamento e Santarém, onde a percentagem de residentes estrangeiros é maior, segundo dados de 2024.
O aumento do número de cidadãos estrangeiros residentes no distrito de Santarém continua a ser um tema na ordem do dia em várias sessões de autarcas e a principal razão para o crescimento populacional em alguns concelhos, como é o caso da capital Santarém, Rio Maior ou Entroncamento, os casos mais significativos. Nestes municípios, a população imigrante representa perto de um quinto do total de residentes, confirmando o papel central da imigração na dinâmica demográfica da região e no desenvolvimento da economia.
Segundo dados da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) relativos a 2024, conjugados com estimativas populacionais do INE e da Pordata, concelhos como Rio Maior, Entroncamento e Santarém destacam-se pela elevada proporção de população estrangeira. Em Rio Maior os estrangeiros representam cerca de 25% da população residente, enquanto no Entroncamento esse valor ultrapassa os 21%. No concelho de Santarém cerca de 20% dos residentes são cidadãos estrangeiros. Estes são também alguns dos municípios que registaram crescimento populacional mais expressivo entre 2021 e 2024. No Entroncamento, por exemplo, vivem actualmente à volta de 4.800 estrangeiros, num universo populacional aproximado de 22.600 habitantes. Em Santarém, o número de residentes estrangeiros ronda os 11.800, num total de cerca de 61.600 habitantes.
Outros concelhos apresentam uma presença estrangeira relevante, ainda que menos acentuada. Ourém surge com cerca de 14% de população estrangeira, seguido de Benavente (15%), Almeirim (10%), Alcanena (9,8%) e Alpiarça (9,3%). No lado oposto, concelhos como Constância, Chamusca, Coruche, Mação e Abrantes apresentam percentagens mais baixas de população estrangeira, inferiores a 6%. Também é nestes territórios que mais se tem verificado a perda de residentes, reflectindo uma menor capacidade de atracção migratória.
Os dados confirmam que, apesar do crescimento populacional registado em grande parte do distrito de Santarém, o número de nascimentos continua a ser inferior ao de óbitos em todos os concelhos. Assim, o aumento da população não resulta do crescimento natural, mas sim da chegada de novos residentes estrangeiros, muitos dos quais em idade activa.


