Praga de pombos e esterilizações em atraso somam queixas em Coruche
Queixas sobre saúde pública e bem-estar animal deram corpo a preocupações dos munícipes na reunião de câmara de Coruche.
A proliferação de pombos no centro histórico de Coruche e atrasos nos processos de esterilização de animais de companhia continuam a motivar críticas de munícipes e associações locais, levando o executivo municipal a reconhecer a necessidade de intervenções continuadas.
O presidente da Associação dos Amigos dos Animais de Coruche (AAAC), Daniel Aldeano, alertou para situações de espera prolongada na esterilização de animais adoptados através do município. “Recebi uma mensagem, e são várias por semana sobre este tema, de uma pessoa que diz estar desde Outubro à espera da esterilização do seu animal de companhia. O processo foi tratado junto do município, mas continua sem resposta. Tem de se perceber o que se passa”, afirmou, acrescentando que a associação continua a tentar conciliar soluções para uma eventual adenda ao protocolo de colaboração com a câmara municipal. O presidente da Câmara de Coruche, Nuno Azevedo, assegurou que irá averiguar a dimensão do problema. “Vou saber quantas situações destas mais há”, disse.
As preocupações estendem-se igualmente à praga de pombos, denunciada por munícipes como Bruno Coelho, residente na Fajarda, que voltou a levar o tema a reuniões do executivo. Segundo o munícipe, o problema é particularmente visível na zona do Largo Porto João Felício e da Avenida do Sorraia. “É uma vergonha passarmos todas as manhãs e vermos o telhado de um prédio reabilitado completamente cheio de pombos. É um autêntico dormitório”, afirmou, associando a proliferação ao abandono de edifícios devolutos nas imediações. “As pessoas que vivem nesta zona estão extremamente descontentes”, sublinhou.
Sobre esta matéria, Nuno Azevedo explicou que o município já contratualizou uma empresa para proceder à captura dos animais, sublinhando, no entanto, que se trata de um trabalho que exige continuidade. A própria empresa chamou a atenção para a existência de períodos mais adequados para a captura dos pombos. “Nunca vamos conseguir eliminar esta praga, mas podemos controlá-la. Sempre que se interrompe a intervenção, a população volta a aumentar”, referiu, admitindo, paralelamente, a necessidade de um regulamento que responsabilize os proprietários de imóveis onde os pombos nidificam. O autarca reconheceu ainda que a situação já não se limita ao centro histórico, estendendo-se a zonas como o Bairro Novo e a Urbanização das Baleias.


