Sociedade | 26-01-2026 15:00

Abrantes tem 25 condomínios de aldeia em desenvolvimento no norte do concelho

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foto ilustrativa

Presidente da Câmara de Abrantes revelou que está prevista uma reunião com os presidentes de junta e entidades envolvidas nos condomínios de aldeia com o objectivo de mobilizar mais cidadãos e proprietários. Projecto vai mudar paisagem e imagem do território.

O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos (PS), destacou na mais recente reunião do executivo municipal o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no âmbito dos condomínios de aldeia, um projecto que considera estratégico para a protecção das populações, a valorização do território e a prevenção de incêndios rurais.
Os condomínios de aldeia são programas focados na gestão de combustíveis e na transformação da paisagem de territórios florestais vulneráveis à volta de aglomerados populacionais. Visam proteger pessoas e bens contra incêndios, promovendo a limpeza de terrenos e actividades agrícolas/agroflorestais sustentáveis. Segundo o autarca, o concelho conta actualmente com 25 condomínios de aldeia, todos localizados na zona norte do território, precisamente nas freguesias consideradas prioritárias devido à elevada perigosidade de incêndio rural. Desses projectos, quatro estão aprovados pela Associação de Agricultores de Abrantes, nove pela Gestiverde e 12 pela Tagus.
Manuel Valamatos sublinhou que a Câmara de Abrantes tem trabalhado com essas entidades, manifestando satisfação pelo envolvimento das mesmas. Está, inclusive, prevista uma reunião com os presidentes de junta e essas entidades, com o objectivo de mobilizar mais cidadãos e proprietários para aderirem aos condomínios de aldeia, uma vez que, em alguns casos, os donos das propriedades nem sequer comparecem, o que cria dificuldades aos processos.
O presidente da câmara salientou ainda que a Associação de Agricultores de Abrantes se encontra mais avançada neste trabalho, fruto de ter iniciado mais cedo os processos de aprovação. Como exemplo, referiu a aldeia de Matagosa, onde já existe um volume significativo de trabalho realizado ao nível da gestão de combustível. De acordo com Manuel Valamatos, se todos os processos actualmente em curso se concretizarem, “haverá uma mudança significativa da paisagem e da imagem do território”. O prazo de conclusão dos trabalhos está previsto para 30 de Junho de 2026.

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