Sociedade | 26-01-2026 21:00
Requalificação de antiga moagem de Rio Maior em bom ritmo após começo atribulado
FOTO – CM Rio Maior
As obras na antiga moagem Maria Celeste e requalificação da zona envolvente, que deviam ter ficado concluídas há três anos, têm dado muitas dores de cabeça à Câmara de Rio Maior, mas estão finalmente a decorrer sem percalços. Município teve de rescindir o contrato com o primeiro empreiteiro e lançar novo concurso, tendo contratado uma nova empresa para concluir os trabalhos. Pelo caminho ficaram fundos comunitários que estavam garantidos.
A segunda vida da empreitada de requalificação da antiga moagem Maria Celeste e requalificação da zona envolvente, em Rio Maior, está a andar a bom ritmo e parece ser desta que o município vai conseguir ver os trabalhos concluídos. O presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias, visitou recentemente a intervenção, acompanhado de técnicos da autarquia e dos responsáveis da empresa que está a executar a empreitada. Segundo nota de imprensa do município, o autarca manifestou satisfação com a evolução dos trabalhos naquele edifício histórico que se prepara agora para ganhar novas funções, preservando a memória do passado e assumindo um importante papel no desenvolvimento cultural e social da cidade de Rio Maior.
Recorde-se que a Câmara de Rio Maior rescindiu o contrato com o primeiro empreiteiro a quem tinha adjudicado a requalificação da antiga moagem devido aos sucessivos atrasos na execução das obras, que levaram, inclusivamente, à perda de fundos comunitários. O prazo inicialmente previsto para realização dos trabalhos era de 18 meses e terminava em 17 de Fevereiro de 2023. Esse prazo deslizou depois para 30 de Junho e 30 de Novembro de 2023, após duas prorrogações de prazo concedidas pela autarquia, mas a empreitada continuou a andar a passo de caracol.
Perante esse cenário o presidente do município, Filipe Santana Dias, emitiu um despacho propondo a resolução sancionatória do contrato com a empresa, que foi ratificado na reunião de câmara de 30 de Novembro de 2023. O projecto era apoiado, inicialmente, pelo quadro comunitário de apoio Portugal 2020, que entretanto expirou.
Em Novembro de 2024, o município abriu novo concurso para conclusão dos trabalhos, com um valor base de 2.398.051 euros e um prazo de execução dos trabalhos de um ano após a adjudicação e consignação da empreitada. A antiga moagem foi adquirida pela Câmara de Rio Maior em Janeiro de 2017, pelo montante de 250 mil euros, inserido no projecto de requalificação e valorização da Villa Romana e do rio Maior que levou à criação do parque urbano na cidade.
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