Sociedade | 26-01-2026 21:00

Taxas de abandono escolar são preocupantes em vários concelhos

Taxas de abandono escolar são preocupantes em vários concelhos

Taxas de retenção e desistência escolar continuam a revelar muitas desigualdades nos concelhos da região ribatejana, sobretudo no Médio e Lezíria do Tejo. Os valores são mais baixos nos primeiros anos de escolaridade e agravam-se nos ciclos seguintes.

O abandono escolar continua a ser uma realidade preocupante em vários concelhos da região ribatejana, apesar da evolução positiva registada nos últimos anos a nível nacional. Os dados mais recentes sobre resultados escolares mostram que, embora o abandono precoce tenha vindo a diminuir, persistem desigualdades significativas entre municípios, sobretudo à medida que os alunos avançam nos anos de escolaridade.
No Médio Tejo, a retenção e desistência apresentam valores relativamente reduzidos no 1.º ciclo, mas aumentam progressivamente nos ciclos seguintes. A taxa ronda os 1,5% nos primeiros anos de escolaridade, subindo para cerca de 2,6% no 2.º ciclo, 4,4% no 3.º ciclo e ultrapassando os 6% no ensino secundário, um patamar que preocupa autarcas e responsáveis educativos. No 1.º ciclo, Sardoal surge com uma das taxas mais elevadas da sub-região, acima dos 5%, seguido de Abrantes e Mação, com valores superiores à média regional. Estes números indiciam dificuldades precoces no percurso escolar de muitas crianças, sobretudo em territórios mais envelhecidos e com menor densidade populacional.
Já no 2.º ciclo, Abrantes apresenta uma taxa de retenção e desistência próxima dos 6,6%, enquanto concelhos como Tomar e Entroncamento registam valores mais baixos. No 3.º ciclo, o cenário agrava-se em alguns territórios, com o Entroncamento a destacar-se negativamente, aproximando-se dos 10%, um dos valores mais elevados da região.
O ensino secundário continua a ser o principal foco de preocupação. Concelhos como Constância, Ourém, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha apresentam taxas de retenção e desistência acima dos 7%, reflectindo dificuldades na conclusão da escolaridade obrigatória e na adaptação às exigências deste nível de ensino. A acumulação de reprovações, associada a contextos socioeconómicos fragilizados e a dificuldades de acompanhamento familiar, continua a ser um dos principais factores de afastamento da escola.
Apesar da existência de projectos municipais e intermunicipais de combate ao insucesso escolar, os dados mostram que os resultados variam de concelho para concelho, reforçando a necessidade de respostas ajustadas às realidades locais.

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