Sociedade | 27-01-2026 21:00

O rio Nabão continua poluído e Tomar continua à espera de soluções

O rio Nabão continua poluído e Tomar continua à espera de soluções

O rio Nabão continua poluído e impróprio para usos recreativos, apesar de anos de alertas, relatórios e reuniões entre entidades. Em Tomar, o problema é antigo, conhecido e persistente, com níveis elevados de contaminação microbiológica que mantêm o rio classificado como “Inferior a Bom”.

O rio Nabão, um dos maiores símbolos naturais e identitários de Tomar, continua a ser vítima de um problema antigo, conhecido e repetidamente empurrado para a frente: a poluição. Anos passam, reuniões acumulam-se, relatórios sucedem-se, mas o essencial mantém-se inalterado: o Nabão continua impróprio para usos recreativos e longe de um estado ambiental aceitável. A recente informação divulgada pela Agência Portuguesa do Ambiente confirma aquilo que a população já sente e observa há demasiado tempo: níveis elevados de contaminação microbiológica, com valores preocupantes de Escherichia coli e Enterococos intestinais, sobretudo no troço urbano de Tomar. Apesar de uma ligeira melhoria entre 2024 e 2025, a classificação da massa de água mantém-se “Inferior a Bom”, o que diz muito sobre a eficácia real das medidas até agora adoptadas.
O município anuncia agora mais fiscalização, mais articulação institucional e mais avisos à população. Quem vive em Tomar continua a afirmar que o Nabão “não pode continuar a ser tratado como um dossiê técnico que passa de entidade em entidade, sem consequências visíveis”. APA, Governo, forças de fiscalização, entidades gestoras e autarquias têm responsabilidades que precisam de ser colocadas em prática, consideram, acrescentando que a “recuperação do rio Nabão não é apenas uma questão ambiental. É uma questão de saúde pública, de dignidade colectiva e de respeito por uma cidade que merece mais do que alertas e promessas”, referem alguns dos habitantes tomarenses com quem O MIRANTE conversou sobre o assunto.
O presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, reafirmou o seu “empenho na defesa do rio Nabão”, considerado um elemento central do património natural, ambiental e identitário do concelho, assumindo o “compromisso de continuar a acompanhar este processo com rigor, transparência e determinação”, no sentido de contribuir para a recuperação e valorização deste curso de água.

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