Sociedade | 31-01-2026 10:00

Dias difíceis no Cartaxo sem luz e com o comércio a contar os prejuízos

Dias difíceis no Cartaxo sem luz e com o comércio a contar os prejuízos

Sem electricidade, sem água e com falhas graves de comunicação, populações como Vale da Pinta e Ereira enfrentaram dificuldades, prejuízos económicos e incerteza.

Em várias localidades do concelho do Cartaxo os efeitos da depressão Kristin continuam bem presentes, com populações sem electricidade, sem água e com informação insuficiente sobre quando a normalidade será reposta. Em Vale da Pinta, os danos materiais e sociais acumulam-se, penalizando famílias, idosos e o comércio local, num cenário de incerteza que se prolonga há vários dias. A falta de electricidade e de abastecimento de água provocou perdas significativas de alimentos refrigerados e congelados, dificultou a preparação de refeições e agravou problemas de higiene, salubridade e conforto. Para muitos moradores, sobretudo os mais idosos, a ausência de informação clara tem sido tão penalizadora quanto a falta de serviços essenciais. Apesar de a junta de freguesia comunicar desenvolvimentos através das redes sociais, nomeadamente informando que o edifício da autarquia já dispõe de água e electricidade, uma parte significativa da população não tem acesso a esses meios, permanecendo “no escuro”.
O comércio local é outro dos sectores mais afectados. Vários estabelecimentos foram obrigados a encerrar temporariamente devido às falhas de electricidade, acumulando prejuízos avultados. Na Sociedade Cultural e Recreativa de Vale da Pinta, a falta de luz resultou na perda de produtos alimentares, como carne e gelados, e impossibilitou a confecção de refeições. Sandra Reis, gerente da mercearia Super Pinta, relata que esteve sem electricidade desde quarta-feira, 28 de Janeiro, tendo fechado portas durante dois dias. Mesmo continuando sem luz, decidiu reabrir para apoiar a população, estimando prejuízos na ordem dos três mil euros em produtos alimentares.
A poucos quilómetros de distância, na localidade da Ereira, a resposta à crise ganhou um rosto diferente, com a Farmácia Ereirense a assumir um papel central de apoio à população. Graças à existência de um veículo eléctrico totalmente carregado antes do “apagão”, foi possível garantir energia para manter medicamentos sensíveis em arcas frigoríficas, assegurar o funcionamento do multibanco e permitir que muitos habitantes carregassem telemóveis e outros dispositivos essenciais. Em declarações a O MIRANTE, Isabel Gonçalves, farmacêutica adjunta, explica que, após o “apagão” nacional de Abril de 2025, a farmácia passou a dispor de um contacto móvel independente da rede eléctrica. “Aprendemos com o último apagão a estarmos mais preparados para situações destas”, afirma.

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