Maternidade de Abrantes ultrapassa os 800 partos num total de 25 nacionalidades diferentes
Maternidade da ULS Médio Tejo, em Abrantes, registou em 2025 um total de 823 partos, mais 68 do que no ano anterior.
A Maternidade da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos 800 partos anuais, com 823 nascimentos registados em 2025, o que representa um crescimento de cerca de 9% face aos 755 partos verificados em 2024. Do total de bebés nascidos, 400 são meninas e 423 são meninos. A maioria dos partos corresponde a utentes da região, com 40% das grávidas provenientes do concelho de Torres Novas, 30,7% de Abrantes e 14,7% de Tomar, confirmando a maternidade como uma resposta essencial para a população do Médio Tejo. Em simultâneo, a unidade reforçou o seu papel suprarregional, com cerca de 14% dos nascimentos (115 bebés) a dizerem respeito a utentes de fora da área de abrangência da ULS Médio Tejo, sobretudo dos concelhos de Santarém, Leiria e Caldas da Rainha, responsáveis por 98 desses partos.
Durante o ano foram ainda registados 12 partos de gémeos e 7,29% dos nascimentos ocorreram antes das 37 semanas de gestação, numa resposta articulada com a Unidade de Neonatologia, considerada determinante para o acompanhamento de recém-nascidos que necessitam de cuidados especializados. À semelhança do que acontece noutras maternidades da região de Lisboa e Vale do Tejo, cerca de um terço dos partos diz respeito a mães de nacionalidade não portuguesa, num total de 25 nacionalidades diferentes, com destaque para as comunidades brasileira e angolana, que representam aproximadamente três quartos destes nascimentos.
O crescimento da actividade foi assegurado num contexto de constrangimentos pontuais, graças ao esforço das equipas de saúde. O presidente do conselho de administração da ULS Médio Tejo, Casimiro, sublinha que a maternidade de Abrantes “se afirma como uma resposta segura, diferenciada e centrada nas pessoas”, destacando a dedicação das equipas médicas, de enfermagem e dos restantes profissionais como fator decisivo para a continuidade e qualidade do serviço prestado.


