Protecção Civil admite falhas no SIRESP durante a tempestade Kristin
A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil reconheceu a existência de falhas na rede SIRESP durante a passagem da depressão Kristin por Portugal continental, admitindo que várias estações ficaram inoperacionais devido aos danos provocados pelo temporal.
O comandante nacional de emergência e protecção civil, Mário Silvestre, confirmou que a rede SIRESP registou falhas pontuais na sequência da tempestade Kristin, que afectou de forma severa as infraestruturas de comunicações em vários distritos do país. “Nós tivemos pontualmente falhas na rede SIRESP”, afirmou Mário Silvestre, durante uma conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil. Segundo explicou, algumas estações fixas de comunicações foram mesmo “arrancadas pela base” devido à violência do vento, comprometendo temporariamente a cobertura da rede em determinadas zonas. Para mitigar os constrangimentos, a Protecção Civil trabalhou em articulação com a SIRESP e a NOS, recorrendo à instalação de estações móveis nos locais mais afectados. Ainda assim, o comandante nacional reconheceu que estas soluções de emergência apresentam limitações. Apesar das falhas registadas, Mário Silvestre destacou que, na manhã seguinte à passagem da tempestade, no distrito de Leiria, um dos mais castigados, o SIRESP acabou por ser a única rede operacional, uma vez que as restantes infraestruturas de comunicações estavam inoperacionais. O responsável garantiu ainda que as dificuldades sentidas no terreno não resultaram da ausência de comunicações entre os agentes, mas sim da dimensão dos danos provocados pelo temporal. Na mesma conferência de imprensa, revelou que todos os pedidos de geradores que chegaram ao comando nacional foram supridos, estando os equipamentos a ser redistribuídos à medida que o fornecimento de energia eléctrica é restabelecido em várias zonas.


