Sociedade | 31-01-2026 12:00

​Tráfico de droga leva a despejo em habitação municipal no Entroncamento

​Tráfico de droga leva a despejo em habitação municipal no Entroncamento

Câmara Municipal do Entroncamento decidiu resolver o contrato de arrendamento de uma habitação municipal no bairro Frederico Ulrich, depois de confirmada pelas autoridades a sua utilização para a prática de tráfico de estupefacientes, numa decisão aprovada por unanimidade pelo executivo.

A Câmara Municipal do Entroncamento aprovou, na reunião de 20 de Janeiro, a resolução do contrato de arrendamento de uma habitação municipal situada na Praceta Dom António da Cunha, n.º 10, no bairro Frederico Ulrich, depois de confirmada a sua utilização para a prática de tráfico de estupefacientes. De acordo com informação prestada ao executivo, as forças de segurança pública apuraram que o imóvel estava a ser usado para actividades ilícitas relacionadas com o tráfico de droga, o que constitui uma violação grave das condições do contrato de arrendamento, levando à necessidade de intervenção por parte da autarquia.
Durante a reunião, o vereador do PS, Ricardo Antunes, manifestou-se favorável ao despejo, defendendo que se trata do procedimento correcto em situações desta natureza. O autarca sublinhou a importância de fazer cumprir o regulamento municipal e de manter firmeza política nas decisões, reconhecendo, ainda assim, o carácter penoso da medida. “Não tenho gosto nenhum em despejar alguém, mas dói-me ver património público transformado num balcão de tráfico de droga”, afirmou, acrescentando que o indivíduo em causa pertence a uma das famílias mais problemáticas do bairro. Ricardo Antunes deixou também o alerta para futuras situações semelhantes em que estejam envolvidos menores, defendendo que devem ser tomadas as devidas precauções.
O presidente da câmara, Nelson Cunha (Chega), concordou com a posição assumida pelo vereador socialista, considerando que “a lei é para ser aplicada a todos”, e condenou o comportamento do indivíduo acusado. O autarca informou ainda que foi solicitado aos serviços de acção social um levantamento do património pessoal do arrendatário em causa. A proposta de resolução do contrato foi aprovada por unanimidade pelo executivo municipal.
Recorde-se que o bairro Frederico Ulrich, como O MIRANTE tem vindo a noticiar, acolhe moradores de cerca de 50 nacionalidades e é frequentemente apontado como um foco de problemas associados à insegurança e às dificuldades de integração social. Ao longo dos anos, vários residentes têm denunciado situações de agressão, relatos de tiroteio e um sentimento generalizado de abandono, criticando a inacção dos responsáveis municipais e das forças policiais.

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