Sociedade | 02-02-2026 10:00

Obras na antiga moagem de Rio Maior em bom ritmo após começo atribulado

Obras na antiga moagem de Rio Maior em bom ritmo após começo atribulado
Empreitada entra numa nova fase, com os trabalhos a decorrerem sem percalços, após a rescisão com o primeiro empreiteiro. - FOTO – CM Rio Maior

A requalificação da antiga moagem Maria Celeste e da requalificação da zona envolvente, que deviam ter ficado concluídas há três anos, têm dado muitas dores de cabeça à Câmara de Rio Maior, mas estão finalmente a decorrer sem percalços. Município teve de rescindir o contrato com o primeiro empreiteiro e lançar novo concurso, tendo contratado uma nova empresa para concluir os trabalhos. Pelo caminho ficaram fundos comunitários que estavam garantidos.

A segunda vida da empreitada de requalificação da antiga moagem Maria Celeste e requalificação da zona envolvente, em Rio Maior, está a andar a bom ritmo e parece ser desta que o município vai conseguir ver os trabalhos concluídos. O presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias, visitou recentemente a intervenção, acompanhado de técnicos da autarquia e dos responsáveis da empresa que está a executar a empreitada. Segundo nota de imprensa do município, o autarca manifestou satisfação com a evolução dos trabalhos naquele edifício histórico que se prepara agora para ganhar novas funções, preservando a memória do passado e assumindo um importante papel no desenvolvimento cultural e social da cidade de Rio Maior.
Recorde-se que a Câmara de Rio Maior rescindiu o contrato com o primeiro empreiteiro a quem tinha adjudicado a requalificação da antiga moagem devido aos sucessivos atrasos na execução das obras, que levaram, inclusivamente, à perda de fundos comunitários. O prazo inicialmente previsto para realização dos trabalhos era de 18 meses e terminava em 17 de Fevereiro de 2023. Esse prazo deslizou depois para 30 de Junho e 30 de Novembro de 2023, após duas prorrogações de prazo concedidas pela autarquia, mas a empreitada continuou a andar a passo de caracol.
Perante esse cenário, o presidente do município, Filipe Santana Dias, emitiu um despacho propondo a resolução sancionatória do contrato com a empresa, que foi ratificado na reunião de câmara de 30 de Novembro de 2023. O projecto era apoiado, inicialmente, pelo quadro comunitário de apoio Portugal 2020, que entretanto expirou.
Em Novembro de 2024, o município abriu novo concurso para conclusão dos trabalhos, com um valor base de 2.398.051 euros e um prazo de execução dos trabalhos de um ano após a adjudicação e consignação da empreitada. A antiga moagem foi adquirida pela Câmara de Rio Maior em Janeiro de 2017, pelo montante de 250 mil euros, inserido no projecto de requalificação e valorização da Villa Romana e do rio Maior que levou à criação do parque urbano na cidade.

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