Carina Monteiro renasceu após cancro grave no intestino
Carina Monteiro, diagnosticada com cancro do intestino grosso em fase avançada aos 46 anos, sobreviveu graças aos tratamentos médicos, mas sobretudo por nunca ter desistido de si mesma. Mudou o estilo de vida e passou a aproveitar o momento presente de uma segunda vida que lhe foi concedida. O MIRANTE conversou com a odontopediatra no âmbito do Dia Mundial Contra o Cancro que se assinala hoje, dia 4 de Fevereiro.
Começou por parecer um simples problema digestivo, mas acabou por se revelar um cancro do intestino grosso em fase avançada. Carina Monteiro recebeu o diagnóstico aos 46 anos, depois de várias semanas de mal-estar, vómitos persistentes e perda acentuada de peso, sem apresentar dores ou sintomas considerados alarmantes.
Foi encaminhada para o IPO, onde foi operada ao tumor, que estava localizado na parte de fora do intestino, mas que começou a crescer e agarrou-se ao estômago. Depois da cirurgia os órgãos começaram a entrar em falência e os médicos induziram-na em coma. “Na altura, os médicos disseram que era melhor não ter muita esperança, provavelmente não ia sobreviver. Mas, depois de uma semana, vi luz ao fundo do túnel e o corpo restabeleceu-se aos poucos. Acordei do coma e pensei: ‘Estou viva outra vez. Tive uma nova oportunidade para viver’”, relembra. Mesmo com o sucesso do procedimento, Carina Monteiro ainda tinha uma massa cancerígena na cavidade abdominal, agarrada a uma artéria principal, e não operável. Durante dois anos fez imunoterapia, a par com terapias não convencionais e em Dezembro de 2025 já recebeu notícia que não tinha cancro. “A dor é inevitável, mas viver nessa dor é uma escolha. Tenho a certeza absoluta de que consegui recuperar e, segundo a medicina tradicional, não sabem como sobrevivi, porque não desisti. Porque se a mente desiste, o corpo depois vai a seguir”, conta.
Uma entrevista para ler na íntegra numa edição impressa de O MIRANTE


