Sociedade | 06-02-2026 13:09
Avieiros do Porto da Palha não querem abandonar as casas
foto dr
Moradores dizem estar habituados às subidas de caudal e recusam abandonar as habitações apesar dos alertas da Protecção Civil.
A maioria dos moradores da aldeia do Porto da Palha, concelho de Azambuja, não estão dispostos a abandonar as suas casas, apesar de terem sido aconselhados pela Protecção Civil a sair devido ao aumento do caudal do rio provocado pela tempestade. Apenas dois aceitaram, ontem, quinta-feira, 5 de Fevereiro, ser retirados com recurso a embarcações, permanecendo na aldeia avieira, que está isolada, 12 moradores.
“Foram avisados pela potecção civil e pela câmara mas dizem que têm meios, que estão habituados às cheias e não querem sair”, disse a O MIRANTE o presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio.
O comandante nacional da Protecção Civil, Mário Silvestre, pediu na quinta-feira, 5 de Fevereiro, às populações das zonas ribeirinhas que abandonem as habitações e vão para locais seguros, alertando para as previsões de aumento intenso e rápido de caudal no rio Tejo. Segundo Mário Silvestre desde 1997 que não se registava um aumento tão abrupto de caudal do rio Tejo.
A aldeia piscatória do Porto da Palha situa-se a cerca de 10 quilómetros de Azambuja, na margem direita do rio Tejo, e tem aproximadamente duas dezenas de habitações de arquitectura avieira. As construções são maioritariamente em madeira, com palafitas e telhados de duas águas. Na aldeia vive uma família descendente de avieiros.
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