Sociedade | 06-02-2026 21:00

Ourém arrasado: estradas cortadas, casas destelhadas e milhares sem luz, água e comunicações

Ourém arrasado: estradas cortadas, casas destelhadas e milhares sem luz, água e comunicações
Luís Miguel Albuquerque - foto O MIRANTE

O concelho de Ourém viveu horas de verdadeiro colapso após a passagem da depressão Kristin, num cenário que o próprio presidente da câmara descreveu como de “completa devastação”.

O ponto de situação foi feito na sexta-feira, 30 de Janeiro, pelo presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, numa conferência de imprensa realizada nas instalações do Serviço Municipal de Protecção Civil. O autarca não deixou margem para dúvidas: Ourém foi um dos concelhos mais atingidos do país.
Na madrugada que se seguiu à passagem da depressão, cerca de 800 dos aproximadamente mil quilómetros de estradas do concelho estavam obstruídos. Milhares de árvores tombaram, centenas de habitações ficaram sem telhado e cerca de 30 mil pessoas ficaram sem electricidade. Quase 40% da população esteve privada de água e todo o concelho ficou sem comunicações, de qualquer operadora. À data da conferência, apenas as cidades de Ourém e Fátima tinham já comunicações restabelecidas, limitadas à operadora MEO.
Os estragos atingiram em cheio o património e os equipamentos municipais. “Chove dentro do edifício da câmara como chove na rua”, afirmou o presidente. Todos os pavilhões e piscinas municipais apresentam danos significativos, o canil municipal ficou completamente destruído e o Castelo de Ourém perdeu grande parte da sua cobertura, situação que se repete em várias igrejas do concelho. Na área da educação, as 34 escolas existentes sofreram danos. O município admite reabrir 22 estabelecimentos, caso seja possível garantir condições mínimas de segurança, electricidade e abastecimento de água. Já a situação dos lares foi descrita como a mais controlada, apesar das dificuldades sentidas.
Face à dimensão dos estragos, o município solicitou formalmente ao Governo a declaração do estado de calamidade para o concelho, e que já foi aceite . No final, o presidente da câmara deixou um agradecimento público às mais de 20 empresas privadas que disponibilizaram homens e maquinaria pesada, bem como às juntas de freguesia e às equipas municipais e dos concelhos vizinhos.

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