Sociedade | 07-02-2026 11:10

Cheias expõem fragilidade das travessias do Tejo no distrito de Santarém

Cheias expõem fragilidade das travessias do Tejo no distrito de Santarém
Automobilistas anseiam intervenção de fundo na Ponte da Chamusca

O encerramento da ponte da Chamusca e o corte ou condicionamento de 94 estradas no distrito de Santarém voltaram a expor um problema estrutural antigo: a escassez e o envelhecimento das travessias rodoviárias sobre o Tejo.

O encerramento da ponte da Chamusca e o corte ou condicionamento de 94 estradas no distrito de Santarém voltaram a expor um problema estrutural antigo: a escassez e o envelhecimento das travessias rodoviárias sobre o Tejo. Com alternativas distantes e limitadas, a mobilidade, a economia e a resposta da protecção civil ficam seriamente comprometidas. Para o presidente da Comissão Distrital de Protecção Civil de Santarém e da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, a situação é “preocupante” e evidencia limitações antigas da rede viária. “Com várias estradas submersas e a ponte da Chamusca encerrada, ficam muito poucas alternativas de travessia”, afirmou, defendendo a urgência de investimentos há muito reclamados para o Médio Tejo e a Lezíria.
A alternativa mais próxima é a ponte da Praia do Ribatejo, em Constância, que liga a Vila Nova da Barquinha, mas onde é proibida a circulação de veículos pesados, condicionando o transporte de mercadorias e serviços essenciais. Na prática, as travessias viáveis passam por Abrantes ou Santarém, obrigando a percursos longos num momento em que persistem dezenas de vias intransitáveis.
O distrito dispõe apenas de cinco travessias rodoviárias sobre o Tejo, distribuídas ao longo de mais de 100 quilómetros de rio, sendo quase todas centenárias e desajustadas às necessidades atuais. “Quando uma travessia central fica encerrada, as alternativas ficam longe e inadequadas”, sublinhou Valamatos, alertando para impactos diretos no socorro, na saúde e no abastecimento. “Estas situações repetem-se com maior frequência e obrigam-nos a planear melhor. O distrito precisa de investimentos estruturais. É tempo de passar das promessas aos atos”, concluiu.

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