Mau tempo: Sessenta e cinco deslocados por risco de derrocada em Alenquer
Sessenta e cinco pessoas estão deslocadas das suas casas em Alenquer por risco de deslizamento de terras sobre as suas habitações, disse o presidente da câmara, que pondera pedir situação de calamidade para o concelho.
Sessenta e cinco pessoas estão deslocadas das suas casas em Alenquer por risco de deslizamento de terras sobre as suas habitações, disse o presidente da câmara, que pondera pedir situação de calamidade para o concelho. Nos últimos dias, a Protevção Civil Municipal contabiliza 65 deslocados no concelho, afirmou o presidente da câmara, João Nicolau.
Na sexta-feira à noite, 59 moradores da localidade da Mata tiveram de abandonar as suas habitações e serem realojados em casas de familiares, um num lar e outros em alojamentos encontrados pelo município. “Há vários dias estamos a monitorizar o movimento de terras e os técnicos concluíram ontem [sexta-feira] que há risco iminente, por isso retirámos metade da população”, explicou.
Em Aldeia Gavinha, a autarquia encerrou a escola do primeiro ciclo, transferindo os cerca de 40 alunos para a escola de Vila Verde dos Francos, e pediu a seis moradores de duas habitações para saírem de casa devido a um aluimento de terras. Os habitantes foram realojados em casas de familiares.
A Proteção Civil acompanha também, com preocupação, os cerca de mil moradores de Ribafria, aldeia “praticamente isolada”, uma vez que, “das cinco estradas de acesso, só uma está disponível”.
A Estrada da Espiçandeira está cortada, devido ao abatimento de parte do piso e da igreja da localidade, com “infiltrações de água, que causaram muitos danos”, em concreto os pisos de madeira, disse o autarca. Em Olhalvo, há também um muro em risco de queda sobre habitações. O autarca adiantou que pondera pedir ao Governo situação de calamidade para este concelho do distrito de Lisboa.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


