Sociedade | 07-02-2026 11:12

Passadiços de Ortiga em Mação voltam a ser completamente arrasados

Passadiços de Ortiga em Mação voltam a ser completamente arrasados

Força das cheias voltou a não dar tréguas em Ortiga, no concelho de Mação, destruindo por completo os passadiços ribeirinhos recentemente recuperados depois de uma situação semelhante. A subida rápida do caudal arrasou as estruturas de madeira, num cenário que se repete e volta a levantar dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos.

Os passadiços ribeirinhos de Ortiga, no concelho de Mação, foram novamente arrasados pela força das cheias, num cenário que se repete e que deixa a população entre a frustração e a resignação, como se pode constatar por vários comentários de munícipes publicados nas redes sociais. As estruturas de madeira, instaladas junto ao rio, não resistiram ao aumento do caudal, acabando partidas, arrancadas e submersas, poucos tempo depois de terem sido reconstruídas na sequência de anteriores episódios de intempérie.
As imagens do local mostram tabuleiros destruídos, guardas arrancadas e troços inteiros deslocados pela corrente, evidenciando a violência da água e a fragilidade das infraestruturas perante fenómenos cada vez mais frequentes. O percurso, muito utilizado por moradores e visitantes para lazer e contacto com a natureza, fica agora intransitável, representando mais um prejuízo para a freguesia e para o concelho.
A destruição volta a levantar questões sobre a localização e o modelo de construção dos passadiços, implantados numa zona ribeirinha naturalmente sujeita a cheias. Tal como O MIRANTE tem noticiado em anteriores episódios, a repetição destes danos reacende o debate sobre a necessidade de soluções mais duradouras, capazes de conciliar a valorização turística e ambiental com a realidade da região. Para a população de Ortiga, o sentimento dominante é o de “déjà vu”: os passadiços são reconstruídos, as cheias regressam e tudo volta ao ponto zero. Um ciclo difícil de quebrar, num território onde a força da natureza continua a impor-se às obras do homem.

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