Sociedade | 07-02-2026 21:00

Refúgio para mães e crianças ucranianas em Ourém recebeu visita do primeiro-ministro

Refúgio para mães e crianças ucranianas em Ourém recebeu visita do primeiro-ministro
Primeiro-Ministro visitou o Centro de Reabilitação Fénix, em Ourém, que apoia mães e crianças ucranianas - foto DR

Centro de Reabilitação Fénix, em Ourém, abriu as suas portas a 15 mães e 18 crianças ucranianas, familiares de soldados mortos ou desaparecidos na guerra. Visita do primeiro-ministro Luís Montenegro reforça o papel do centro como ponto de acolhimento humanitário e referência na recuperação de vítimas da guerra.

O primeiro‑ministro Luís Montenegro deslocou‑se ao Centro de Reabilitação Fénix, em Aldeia Nova, no concelho de Ourém, para encontrar um grupo de 15 mulheres e 18 crianças ucranianas, familiares de soldados mortos ou desaparecidos na guerra. As mulheres e crianças encontram-se em Portugal desde 10 de Janeiro no âmbito de um programa europeu de apoio psicossocial a famílias afectadas pela guerra.
A visita, que não foi previamente comunicada à imprensa, contou com a presença do chefe do Governo no espaço que acolhe o grupo por três semanas com um programa intensivo de reabilitação emocional, integração cultural e apoio psicológico, sob acompanhamento de psicólogos, terapeutas e voluntários portugueses e ucranianos. Após a visita, Montenegro destacou o compromisso humanitário de Portugal, sublinhando que o país tem apoiado a Ucrânia desde o início da invasão russa, “não apenas financeiramente e politicamente, mas sobretudo no plano humano”, que considerou “o mais tocante”.
O Fénix, instalado no antigo seminário dominicano de Aldeia Nova, tem um histórico de apoio a vítimas da guerra: em Junho de 2024 recebeu o primeiro grupo de feridos de guerra ucranianos para reabilitação física e psicológica, num projecto considerado um exemplo de cooperação europeia e apoiado por iniciativas locais e internacionais. No entanto, conforme noticiado por O MIRANTE, o centro tem enfrentado desafios financeiros, reduzindo a recepção de feridos e, simultaneamente, disponibilizando‑se para tratar a comunidade local com sessões de fisioterapia, magnetoterapia e apoio psicológico, face à falta de apoios públicos para manter a actividade original.
A missão humanitária actual foi organizada pela associação Help UA.PT – Ukrainian Refugees UAPT e conta com financiamento de entidades como a Fundação Calouste Gulbenkian e a TAP, no âmbito do Programa Europeu de Apoio Psicológico e Cultural a Famílias de Guerra.

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