Sociedade | 09-02-2026 12:22

Cheias levam autarquia de Benavente a pedir isenção temporária de portagens na A13 e A10

Cheias levam autarquia de Benavente a pedir isenção temporária de portagens na A13 e A10

O isolamento provocado pelas cheias que afectam o concelho de Benavente levou a autarquia a solicitar ao Governo medidas excepcionais para garantir a mobilidade da população e minimizar os impactos económicos e sociais da interrupção das principais vias rodoviárias.

A Câmara Municipal de Benavente solicitou ao Governo a isenção temporária do pagamento de portagens nos troços da A13 e da A10, incluindo a Ponte das Lezírias, como resposta às dificuldades de mobilidade provocadas pelas cheias que afectam o concelho.
Na sequência das cheias registadas nas bacias hidrográficas dos rios Almansor, Sorraia e Tejo, Benavente encontra-se com um conjunto significativo de vias rodoviárias cortadas, situação que, segundo a autarquia, deverá prolongar-se por vários dias, condicionando a normal circulação de pessoas e bens.
De acordo com o município, os percursos assegurados pelas autoestradas A13 e A10, com acesso aos nós de Santo Estêvão, Foros de Salvaterra, Pegões e Carregado/Lisboa, assumem-se como ligações funcionais e estratégicas, permitindo reduzir os efeitos dos cortes nas estradas nacionais que afectam os transportes públicos, os transportes escolares, a circulação de viaturas particulares e a vida quotidiana da população.
Perante este cenário, a presidente da Câmara Municipal de Benavente, Sónia Ferreira, solicitou ao Primeiro-Ministro, com carácter de urgência, a adopção de uma medida extraordinária e temporária de isenção do pagamento de portagens nestes troços, a vigorar durante o período em que se mantiver o estado de calamidade e o encerramento da Estrada Nacional 118.
Entre os principais constrangimentos registados no concelho estão os cortes da EN118 nos troços entre Benavente e Salvaterra de Magos, Benavente e Samora Correia, e Samora Correia e Alcochete, bem como o encerramento da Estrada do Campo, na Lezíria Grande de Vila Franca de Xira, e da Estrada Municipal 515 entre Benavente e Barrosa, além de vários caminhos secundários.
A autarquia considera ainda que a Estrada Nacional 119 não constitui uma alternativa viável, por implicar desvios com dezenas de quilómetros adicionais e não assegurar uma resposta eficaz às necessidades de mobilidade no concelho.

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