Olival tradicional procura futuro sustentável na região da Serra de Aire e Candeeiros
Especialistas, produtores e autarcas defenderam a diferenciação do azeite, a valorização do território e a preservação cultural como caminhos para manter vivo o olival tradicional da região de Aire e Candeeiros.
A segunda edição do seminário “Olival Tradicional – Sustentabilidade e Competitividade” reuniu, no dia 2 de Fevereiro, em Alcanena, especialistas, produtores e agentes do sector oleícola para um debate aprofundado sobre o futuro do olival tradicional e do azeite da região de Aire e Candeeiros. O encontro colocou no centro da discussão a necessidade de conciliar sustentabilidade ambiental, competitividade económica e valorização cultural de um património que atravessa gerações.
A iniciativa decorreu num dia de forte simbolismo para as comunidades locais, marcado pela celebração da Senhora das Candeias, padroeira do olival e do azeite, reforçando a ligação histórica e identitária do território a esta cultura agrícola. Ao longo do dia foram abordadas estratégias de diferenciação de marcas, valorização do território e preservação do património associado à produção de azeite virgem extra. Na sessão de abertura intervieram Eduardo Amaral, vice-presidente da Câmara de Porto de Mós e presidente da ADSAICA, e Luís Melo, presidente da direcção da APOAC e coordenador do projecto Ouro Líquido.
O programa contou com a participação de vários especialistas, entre os quais Miguel Carrasco, mestre lagareiro de As Pontis e sócio da Olearum, Helena Ferreira, responsável por um projecto de retalho temático dedicado ao azeite, o jornalista e escritor Edgardo Pacheco, Gonçalo Moreira, da Olivum, Marlene Carvalho, ligada a projectos de desenvolvimento local e membro da comissão de implementação da Aldeia de Bem-Estar da Serra de Santo António, e Maria José Vale, investigadora da Direcção-Geral do Território. A moderação esteve a cargo de Carlos Brito, presidente da Ordem dos Economistas – Norte, e de Luís Melo.


