Sociedade | 09-02-2026 19:03

Ourém ainda às escuras: 4.500 pessoas sem electricidade após 15 dias

Ourém ainda às escuras: 4.500 pessoas sem electricidade após 15 dias

Quase duas semanas depois da passagem da depressão Kristin, cerca de 14% da população do concelho de Ourém continua sem energia eléctrica. O presidente da câmara alerta para a falta de meios no terreno, admite o desespero crescente da população e exige uma resposta mais eficaz das entidades responsáveis.

Cerca de 4.500 pessoas permanecem sem electricidade no concelho de Ourém, quase 15 dias após os estragos provocados pela depressão Kristin. A situação é considerada “preocupante” pelo presidente da autarquia, Luís Albuquerque, que lamenta a demora na reposição do serviço e a desigualdade de resposta no território. De acordo com dados recentes da E-Redes, a falta de energia afecta sobretudo zonas do norte do concelho, embora existam ocorrências dispersas por várias freguesias. “Há locais onde já existe média tensão, mas a baixa tensão está degradada. Resultado: umas casas têm luz, outras não”, explicou o autarca à Lusa, sublinhando que não tem havido capacidade de resposta suficiente no terreno.
Luís Albuquerque defende o reforço urgente de meios técnicos, tanto na média como na baixa tensão, alertando para o impacto humano da situação. “As pessoas estão a ficar desesperadas. Estamos quase há 15 dias sem electricidade e isso não é aceitável”, afirmou. No que diz respeito ao abastecimento de água, o município indica que a situação está praticamente normalizada em todo o concelho. A prioridade da autarquia tem sido o apoio às famílias desalojadas ou deslocadas devido ao mau tempo, num esforço contínuo de resposta social. A câmara tem distribuído materiais de primeira necessidade, como telhas e lonas, resultantes da solidariedade de empresas e particulares. “Isso ajuda a minimizar os estragos imediatos, mas a reconstrução é outro problema bem mais complexo”, frisou o presidente.
No final da semana passada, o município contabilizava cerca de 40 pessoas desalojadas, número que se mantém relativamente estável. Alguns agregados conseguiram regressar a casa após pequenas intervenções, enquanto outros continuam a ser acompanhados pelos serviços sociais.

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