Sociedade | 10-02-2026 15:00

Infraestruturas de Portugal aberta à deslocalização da estação ferroviária de Santarém

Infraestruturas de Portugal aberta à deslocalização da estação ferroviária de Santarém
O presidente da Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz, e o presidente da Câmara de Santarém, João Leite, em primeiro plano, dizem existir um “consenso” em torno da criação de uma plataforma intermodal de transportes em Santarém - foto O MIRANTE

Na inauguração em Santarém de uma exposição que assinala os dez anos de vida da Infraestruturas de Portugal, o presidente da câmara garantiu que vai insistir para que o projecto de uma plataforma intermodal de transportes na cidade possa ser uma realidade. O presidente da empresa pública deixou portas abertas à cooperação.

A possibilidade de criação de uma plataforma intermodal de transportes em Santarém esteve no centro das intervenções do presidente da câmara municipal, João Leite, e do presidente da empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP), Miguel Cruz, durante a inauguração da exposição da IP designada “10 Anos a Ligar Destinos”. O evento decorreu no dia 26 de Janeiro, no Mercado Municipal, onde os dois responsáveis sublinharam a importância da cooperação institucional para concretizar investimentos estruturantes para o território.
João Leite começou por destacar o bom momento da relação entre o município e a IP, que, segundo o autarca, tem sido determinante para desbloquear projectos que estiveram “durante anos na gaveta”. O edil destacou a ideia da criação de uma plataforma intermodal em Santarém, com deslocalização da estação ferroviária para perto do novo Hospital da Luz e do Retail Park, revelando que se encontra em fase de estudo e que, em Fevereiro, deverá ser assinado um protocolo entre as duas entidades, onde será assumido “um conjunto de responsabilidades”.
O autarca garantiu que o município não vai “desviar-se nem desistir” do projecto, sublinhando que este irá “revolucionar a mobilidade no território, posicionar Santarém no contexto regional e nacional e melhorar a qualidade de vida da população”. Entre os investimentos já em curso, o autarca referiu a requalificação da EN 362, em Alcanede, a variante das Assacaias, em Alcanhões, e a intervenção na EN 365, acrescentando ainda que está em preparação o concurso público para construção de passagens superiores sobre a Linha do Norte e eliminação de passagens de nível, com um investimento de cerca de 50 milhões de euros.
Da parte da Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz reconheceu existir um “consenso” em torno da plataforma intermodal. “Rapidamente determinaremos as baias e estabeleceremos aquilo que é relevante, o que é calendário e as necessidades, começando também a fazer algumas estimativas de valores”, afirmou.
O presidente da IP enquadrou ainda o projecto no contexto nacional de investimento em infraestruturas, referindo que a IP encerrou 2024 com um investimento recorde de cerca de 700 milhões de euros, valor que sobe para mil milhões de euros quando incluídas as áreas de manutenção e gestão das redes. Miguel Cruz salientou, no entanto, as limitações de capacidade de resposta, quer da IP, quer do sector da construção, defendendo que as câmaras municipais são “absolutamente essenciais” para criar condições que permitam aumentar o investimento.
A sessão terminou com uma visita guiada à exposição, em exibição até 22 de Fevereiro, organizada em cinco percursos temáticos que abordam a missão e os valores da IP, os projectos de coesão territorial, o trabalho diário das equipas operacionais, a inovação com sustentabilidade e os grandes projectos estruturantes do futuro, como a Linha de Alta Velocidade, o Atlantic Cam e a terceira travessia do Tejo, na sua componente ferroviária.

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