Santarém cria dois centros de acolhimento para desalojados pelas cheias
Mais de meia centena de pessoas tiveram de sair das suas habitações, no concelho de Santarém, devido à subida das águas do rio tejo e afluentes.
A Câmara Municipal de Santarém encerrou o centro de acolhimento provisório instalado no pavilhão desportivo municipal e transferiu as pessoas desalojadas devido às cheias para dois novos espaços com melhores condições de privacidade e conforto, disse a vereadora Teresa Ferreira em reunião do executivo. Os dois novos centros estão a funcionar na Estação Zootécnica Nacional, perto do Vale de Santarém, e em instalações da Misericórdia de Santarém, nas Fontainhas, acolhendo actualmente 54 pessoas. “Ainda esta tarde acolhemos mais três pessoas. Temos 54, neste momento”, afirmou a autarca na segunda-feira, 9 de Fevereiro.
Teresa Ferreira adiantou que os espaços permitem que os deslocados durmam em quartos, em camas e com outro nível de conforto e segurança, em alternativa ao pavilhão, onde todos pernoitavam juntos, em camas disponibilizadas pelo Exército e pela Cruz Vermelha.
A vereadora explicou que a transferência foi feita “numa janela de duas horas”, na tarde de domingo, aproveitando o período de menor pressão logística devido às eleições, num processo que descreveu como “complexo”, envolvendo crianças e pessoas com mobilidade reduzida.
Além das necessidades de alojamento, a autarca sublinhou a importância do apoio psicológico prestado pelas equipas municipais, já que muitas das pessoas retiradas das zonas de risco se encontravam “muito ansiosas” com receio de perder as casas pelas cheias ou pelos deslizamentos de terra que têm afetado o concelho de Santarém. A Unidade Local de Saúde da Lezíria do Tejo assegurou também acompanhamento médico e de enfermagem a essas pessoas.
O município está igualmente a garantir transporte escolar para os menores e meios para que alguns adultos possam deslocar-se para as suas actividades profissionais. Teresa Ferreira disse ainda que mantém contacto permanente com a Protecção Civil, prevendo que algumas pessoas possam regressar às suas habitações dentro de “dois a três dias”, dependendo da evolução das condições de segurança. Ainda assim, alertou que a semana “será difícil” e que o município está preparado para acolher mais deslocados.


