Sociedade | 11-02-2026 15:00

Moradores alertam para acumulação de canas no rio em Atouguia

Moradores alertam para acumulação de canas no rio em Atouguia
Vitor Feliciano e Carlos Touco alertam para estragos provocados por canas no rio da Ota em Atouguia e erosão das margens - foto O MIRANTE

Erosão das margens e acumulação de canas, apesar das limpezas realizadas ao longo dos anos, preocupam os moradores de Atouguia. A situação preocupa especialmente quem vive junto ao leito, devido ao risco de cheias e danos às propriedades. A Câmara de Alenquer assegura que os serviços da Divisão de Ambiente irão deslocar-se ao local para avaliar e intervir.

Moradores junto ao rio da Ota em Atouguia, no concelho de Alenquer, manifestaram preocupação com os efeitos das limpezas realizadas e com a acumulação de canas no leito, alertando para o risco associado à erosão das margens e a eventuais cheias. Vítor Feliciano, proprietário de um terreno junto à capela, afirmou na última reunião de câmara que o rio tem sido alvo de limpezas ao longo dos anos, mas que a sua propriedade está a sofrer com essas intervenções, uma vez que a água começa a escavar as terras. O morador refere ainda que as canas permanecem junto às habitações. Apesar de reconhecer que o rio está limpo e com bom escoamento, alerta que existe um efeito de “funil” entre as serras e defende que o município poderia prevenir situações de risco. Aponta também a existência de árvores no meio do rio, junto ao canhão cársico, bem como grande quantidade de canas nessa zona, considerando que a limpeza deveria ser feita com recurso a máquinas.
Também outro cidadão, Carlos Touco, deixou um alerta sobre a forma como a limpeza é efectuada, referindo que as canas cortadas ficam dentro do rio, o que faz com que, em Setembro, estejam ao mesmo nível das que permanecem nas margens. Recordando o “trauma” das cheias em Atouguia, onde vive há quase 30 anos, sublinha que a situação é preocupante para quem mora junto ao rio. “Não se põe em causa o trabalho de limpeza, mas as canas entram dentro de água”, salientou.
O presidente da Câmara de Alenquer, João Nicolau, afirmou que a autarquia tomou nota das situações reportadas e que os serviços da Divisão de Ambiente se irão deslocar ao local para avaliar os casos. O autarca reconheceu que as canas constituem um “flagelo” e um problema grave enquanto espécie invasora, de crescimento rápido e difícil controlo. Explicou ainda que, de acordo com a legislação, a manutenção das linhas de água dentro do perímetro urbano é da responsabilidade do município, enquanto fora dessas áreas cabe aos proprietários confinantes com o rio. Ainda assim, garantiu que, nos casos mais complexos, o município poderá ter um papel na resolução da situação, que será analisada.

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