Ponte da Chamusca degrada-se à vista de todos e ameaça segurança rodoviária
Buracos no pavimento, ervas nas bermas e um fluxo diário intenso de veículos pesados fazem da Ponte da Chamusca um problema antigo que continua sem solução à vista, apesar dos sucessivos alertas.
O estado de degradação da ponte Joaquim João Isidro dos Reis, vulgo ponte da Chamusca, volta a preocupar automobilistas e população. O pavimento apresenta vários buracos e zonas degradadas que dificultam a circulação, aumentam o risco de acidentes e provocam danos frequentes nas viaturas. A situação agrava-se com a presença de ervas nas bermas e nos passeios, sinal de falta de manutenção regular numa das principais ligações rodoviárias da região. Recorde-se que há cerca de dois anos a Infraestruturas de Portugal realizou intervenções na pavimentação daquela travessia.
A ponte suporta diariamente um volume de tráfego muito superior ao desejável, com especial incidência de veículos pesados que utilizam esta travessia como eixo fundamental. O excesso de camiões, sobretudo com destino ao Eco Parque do Relvão, aliado à inexistência de alternativas viárias eficazes, acelera o desgaste da estrutura e transforma cada travessia num exercício de paciência, sobretudo nas horas de maior movimento. A fotografia que ilustra este texto foi enviada por um leitor de O MIRANTE que utiliza a ponte diariamente e que não se conforma com a realidade que vive todos os dias.
Moradores e utilizadores frequentes da ponte também referem ao nosso jornal constrangimentos constantes, circulação condicionada e situações de perigo, sobretudo quando dois veículos pesados, situação que tem vindo a ser atenuada com o funcionamento dos semáforos. A falta de intervenção prolonga um problema que O MIRANTE tem vindo a noticiar ao longo dos anos, sem que haja uma resposta definitiva das entidades responsáveis.
Entre remendos pontuais e promessas de estudo de soluções, inclusive do actual primeiro-ministro, que esteve junto ao tabuleiro numa altura de campanha eleitoral para as legislativas, a ponte da Chamusca continua a degradar-se, mantendo-se como um dos exemplos mais visíveis de uma infraestrutura essencial que não acompanha as exigências do tráfego actual. Enquanto não avançar uma intervenção estrutural ou uma alternativa rodoviária, os buracos, as ervas e os camiões continuarão a marcar o dia-a-dia de quem ali passa.


