Sociedade | 12-02-2026 13:06
Reclamada declaração de calamidade para todo o distrito de Santarém
PS quer todos os municípios do distrito abrangidos pela declaração de calamidade. O mesmo defende o antigo deputado e presidente da Assembleia Municipal do Cartaxo, Vasco Cunha.
A Federação Distrital de Santarém do Partido Socialista defende que os 21 concelhos do distrito, atingidos de forma diversa e com consequências diferentes pelas intempéries, sejam abrangidos pela declaração de calamidade, com o desbloqueio imediato dos apoios extraordinários públicos disponíveis para os municípios já contemplados por essa medida. A estrutura partidária, liderada pelo deputado do PS Hugo Costa, recorda que não estão incluídos na declaração de calamidade Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche e Salvaterra de Magos, concelhos ribatejanos que também sofreram prejuízos relevantes.
O PS/Santarém manifesta a sua solidariedade com toda a população do distrito e defende que a declaração de calamidade, em vigor até 15 de Fevereiro, deve ser prolongada no tempo. “Isto para não gerar mais ansiedade em quem precisa de apoio e para não precipitar avaliações irreais dos danos provocados por tempestades e cheias, em habitações e instalações fabris, espaços comerciais e infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, bem como em inúmeras instalações públicas desportivas, culturais e recreativas”, justifica.
Vasco Cunha defende apoios excepcionais para todos na Lezíria
O antigo deputado do PSD e actual presidente da Assembleia Municipal do Cartaxo, Vasco Cunha, também defendeu que todos os municípios da Lezíria do Tejo devem ser abrangidos pelas medidas excepcionais de apoio criadas pelo Governo para os concelhos mais atingidos pelas intempéries. Em publicação nas redes sociais, referiu que a declaração abrangeu inicialmente 60 municípios e foi posteriormente alargada a mais oito, entre eles três da Lezíria do Tejo: Santarém, Golegã e Rio Maior.
“Nada a criticar, bem pelo contrário! Todavia, tem sido possível verificar que há 8 municípios, todos eles na Lezíria do Tejo, que estão fora das medidas de apoio anunciadas. Basta acompanhar as notícias dos dias recentes, para saber que nesta sub-região há famílias e empresas com danos identificados. Também aqui há famílias desalojadas ou ainda sem abastecimento de luz. Há casas e taludes que ruíram. Há produções agrícolas e industriais destruídas ou comprometidas. Há bens públicos irrecuperáveis e equipamentos danificados”, descreve Vasco Cunha, para defender o acesso dos restantes municípios da Lezíria a esses apoios. “Será que há alguma razão para ficarmos afastados dos apoios urgentes?”, questiona.
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