Árvores em risco e monos esquecidos geram contestação em Alcanena
A queda de árvores em Malhou, com perigo iminente para cabos eléctricos, e a demora na recolha de monos motivaram a intervenção de um munícipe na última reunião camarária de Alcanena.
A queda de árvores e a falta de resposta a um pedido de recolha de monos marcaram a intervenção de um munícipe na reunião da Câmara Municipal de Alcanena, realizada a 2 de Fevereiro. Joaquim Ganaipo alertou para situações que considera preocupantes na localidade de Malhou, levando o executivo a assumir o compromisso de intervir.
Durante o período reservado ao público, o munícipe deu conta da queda de duas árvores, uma na rua principal e outra junto à rua João Tição, em Chã de Cima, sublinhando o risco acrescido provocado pelo vento forte, que poderá fazer com que ramos atinjam cabos eléctricos, com consequências imprevisíveis. O vereador com o pelouro da Protecção Civil, Gabriel Feitor, confirmou que será enviada uma equipa ao local para avaliar a situação, explicando que a elevada saturação dos solos, após sucessivos períodos de chuva intensa, tem aumentado significativamente o risco de queda de árvores. “Agora é provável que caiam mais árvores, porque os terrenos estão saturados. Agradecemos todos os alertas, mesmo estando também nós atentos”, afirmou.
O autarca destacou ainda a importância de envolver as juntas de freguesia nestes alertas, por manterem contacto permanente com os serviços municipais e a Protecção Civil, o que permite acelerar a resposta. No caso concreto de árvores próximas de linhas eléctricas, sublinhou que qualquer intervenção terá de ser precedida de uma avaliação técnica cuidada.
Na mesma intervenção, Joaquim Ganaipo questionou o executivo sobre um pedido de recolha de monos apresentado há cerca de três semanas, referindo que os resíduos continuam no local. O presidente da câmara, Rui Anastácio, garantiu que a situação será verificada, reconhecendo que as últimas semanas, marcadas por tempestades consecutivas, colocaram forte pressão sobre os serviços municipais. Ainda assim, deixou claro que “isso não é desculpa” para a demora na resposta, assumindo o compromisso de resolver o problema.


