Sociedade | 13-02-2026 15:00

Mais de cinco mil dádivas garantem transfusões a 1.761 doentes no Médio Tejo

Mais de cinco mil dádivas garantem transfusões a 1.761 doentes no Médio Tejo

Mais de cinco mil dádivas de sangue realizadas em 2025 permitiram garantir transfusões a 1.761 doentes nos hospitais do Médio Tejo, mas os dados deixam um alerta claro: é preciso captar mais dadores regulares e atrair jovens.

Mais de cinco mil dádivas de sangue permitiram salvar ou melhorar a vida de 1.761 doentes nos hospitais do Médio Tejo em 2025. Os números revelados pela Unidade Local de Saúde do Médio Tejo mostram uma resposta robusta, mas deixam também um alerta: é preciso conquistar mais dadores regulares e mais jovens para garantir reservas estáveis ao longo do ano. Ao todo, foram registadas 5.054 dádivas, asseguradas por 3.841 dadores, das quais resultaram 6.106 componentes sanguíneos, entre concentrados de eritrócitos, plaquetas e plasma. Destes, 4.230 foram transfundidos em serviços de maior pressão assistencial, como Urgência, Cuidados Intensivos, Ortopedia, Medicina Interna e Oncologia.
Os dados mostram, porém, que a regularidade continua a ser um desafio: 2.369 pessoas deram sangue apenas uma vez, 1.017 fizeram duas dádivas e apenas 455 realizaram três ou mais. A ULS sublinha que o reforço do número de dadores regulares, dentro dos intervalos clinicamente recomendados, é decisivo para garantir uma resposta consistente às necessidades hospitalares. “O sangue não se fabrica nem se substitui. Depende exclusivamente da generosidade dos dadores benévolos. Cada dádiva é uma decisão que salva vidas”, afirma Sandra Sousa, directora do Serviço de Imunohemoterapia. Também o presidente do conselho de administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, defende que é “fundamental assegurar a renovação geracional”, lembrando que doar sangue é “um acto de cidadania e responsabilidade colectiva”.
A maioria das dádivas foi feita por adultos em idade activa, com maior peso nas faixas dos 45-65 anos e dos 25-44 anos. Os jovens entre os 18 e os 24 anos representaram apenas 10,5% dos dadores, valor ligeiramente superior ao de anos anteriores, mas ainda considerado reduzido. Ao nível concelhio, Torres Novas destaca-se com 1.917 dadores, seguida de Tomar (1.024) e Abrantes (900), confirmando a forte mobilização nestes territórios. Num ano marcado por elevada pressão nos serviços hospitalares, os números provam que a solidariedade continua a fazer a diferença, mas também que o futuro das reservas de sangue depende da capacidade de mobilizar novas gerações para um gesto simples que pode significar a diferença entre a vida e a morte.

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