Sociedade | 13-02-2026 11:00

Ourém exige reforço urgente da E-Redes para devolver luz e normalidade ao concelho

Ourém exige reforço urgente da E-Redes para devolver luz e normalidade ao concelho

Mais de duas semanas depois da passagem da depressão Kristin, há casas às escuras ao lado de outras já iluminadas e 115 pessoas continuam fora das suas habitações. O presidente da Câmara de Ourém lança um apelo directo: são precisas mais equipas no terreno e com urgência.

O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, pediu um reforço imediato das equipas da E-Redes no concelho, fortemente afectado pela depressão Kristin, sublinhando que o município “precisa muito urgentemente de retomar a sua vida normal”. “Gostaria de apelar a que a E-Redes, as entidades que gerem estas equipas, possam colocar mais gente, mais meios no terreno, porque, se isso acontecesse, penso que em poucos dias acabaríamos de resolver o que temos ainda pendente. É esse o apelo que deixo”, afirmou o autarca à Lusa.
Luís Albuquerque alertou para o risco de os concelhos “não tão mediatizados tenderem a cair no esquecimento”, cenário que diz querer evitar. Mais de duas semanas após o temporal, a falta de electricidade continua a ser o principal problema em várias zonas do concelho. O autarca defende o reforço sobretudo de equipas de baixa tensão, descrevendo situações que estão a gerar revolta entre a população. “Há casas que são abastecidas e outras ao lado que não estão abastecidas e isso provoca um sentimento de angústia grande nas pessoas, porque veem que ao seu lado já existe iluminação”, lamentou.
A crise energética soma-se a outros estragos provocados pela depressão Kristin. Persistem falhas nas comunicações e há muitas habitações destelhadas, agravando o desconforto das famílias afetadas. “Juntando a falta de luz a não terem condições em casa torna as coisas muito difíceis”, reconheceu o presidente da autarquia. Segundo dados do município, há actualmente 115 pessoas desalojadas ou deslocadas, resultado de cerca de 73 habitações sem condições de habitabilidade. “A situação continua muito difícil, muito complicada”, resumiu.

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