Sociedade | 14-02-2026 10:00

Fim da ponte provisória na Parreira expõe anos de inércia e deixa populações sem alternativa segura

Fim da ponte provisória na Parreira expõe anos de inércia e deixa populações sem alternativa segura
Estrutura provisória manteve-se em funcionamento durante vários anos como solução de recurso - foto DR

A desmontagem da ponte provisória D. Manuel I confirma alertas antigos e abre um buraco nas acessibilidades entre a Parreira e o Chouto. O PCP acusa o PS de ter transformado uma solução temporária numa resposta permanente, enquanto o actual presidente da câmara lamenta um problema que se arrasta há mais de cinco anos e atravessou um mandato sem resolução.

A Comissão Concelhia da Chamusca do Partido Comunista Português reagiu ao anúncio da Junta da União das Freguesias da Parreira e Chouto sobre o desmantelamento da Ponte D. Manuel I, sublinhando que o “provisório chegou ao fim” por falta de uma solução definitiva. Uma situação que, segundo os comunistas, era previsível e vinha sendo denunciada há anos nos órgãos autárquicos.
Durante esse período, o assunto foi repetidamente discutido pelo anterior executivo municipal, sem que nunca tivesse sido concretizada uma solução estrutural. Para o PCP, limitar-se ao debate e à sucessiva prorrogação do aluguer da ponte provisória acabou por adiar decisões essenciais e transformar o excepcional em permanente. Os eleitos da CDU dizem ter insistido na necessidade de uma ponte fixa, segura e com garantias de mobilidade para as populações da Parreira e do Chouto. Ainda assim, acusam o anterior executivo socialista de ignorar os alertas, mantendo a estrutura provisória “sem plano, sem calendário e sem perspectiva de futuro”.
A crítica é, em parte, acompanhada pelo actual presidente da Câmara da Chamusca. “É lamentável que não tenham resolvido o problema desta ponte. Há mais de cinco anos que esta situação está assim”, afirmou Nuno Mira na última sessão camarária, reconhecendo que o impasse atravessou vários anos de governação sem resposta concreta.
Com a retirada da ponte, a alternativa passa agora pela Ponte do Junco, solução de recurso que levanta sérias reservas quanto ao estado de conservação e à capacidade para suportar o aumento de tráfego, agravado pelas recentes condições meteorológicas adversas. Perante este cenário, a Comissão Concelhia da Chamusca do PCP anuncia que irá confrontar o Governo, exigindo a assunção de responsabilidades e a concretização urgente de uma solução definitiva. Em paralelo, apela à mobilização da população para exigir acessibilidades “dignas e seguras”, garantindo que continuará a intervir “de forma firme e consequente” até que o problema seja resolvido, sem novos adiamentos nem falsas soluções.

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