Sociedade | 15-02-2026 12:00

Lixo acumulado junto ao cemitério de Achete revolta população

Lixo acumulado junto ao cemitério de Achete revolta população
Despejo de resíduos em local proibido deixa população à beira de um ataque de nervos - foto DR

Acumulação de lixo e monos junto ao cemitério de Achete está a indignar a população, que classifica a situação como vergonhosa e reflexo de uma total falta de civismo, apesar de existirem no local placas que proíbem a deposição de resíduos e alertam para a aplicação de coimas.

A deposição ilegal de lixo e monos junto ao cemitério da freguesia de Achete está a gerar indignação entre os moradores, que classificam a situação como “vergonhosa” e reflexo de uma gritante falta de civismo. Num local, onde deveriam imperar o respeito e a dignidade, afirmam, acumulam-se colchões, sacos de lixo, restos de obras e diversos materiais abandonados em plena via pública, apesar de existirem placas bem visíveis a proibir expressamente esse tipo de comportamentos.
Os habitantes com quem O MIRANTE falou numa tarde de sábado não escondem a revolta. “É uma falta de respeito para com quem aqui tem familiares sepultados e para toda a freguesia”, afirma um morador, sublinhando que o problema não é novo e repete-se com frequência. Outro residente acrescenta que “as pessoas sabem que não podem deixar lixo ali, está tudo sinalizado, mas fazem de conta que não vêem”.
No espaço estão afixados avisos claros a informar que é proibido depositar entulho, lixo e monos, alertando ainda para a aplicação de coimas a quem não cumprir as regras. Ainda assim, os resíduos continuam a surgir, transformando a zona envolvente ao cemitério num autêntico vazadouro improvisado, com impacto negativo na imagem da localidade e potenciais riscos ambientais e de saúde pública.
A população defende que, além da recolha regular do local, é necessário reforçar a fiscalização e penalizar de forma efectiva os infractores, de modo a travar comportamentos reincidentes. É também necessário, referem, reforçar os equipamentos, nomeadamente para resíduos indiferenciados. “Enquanto não houver consequências, isto vai continuar”, lamenta um dos moradores, apelando também a uma maior consciência cívica por parte de todos. Para quem vive em Achete, o cenário junto ao cemitério é mais do que um problema de higiene urbana: é um sinal preocupante de desrespeito pelo espaço público e pela própria comunidade, que exige uma resposta firme das entidades responsáveis e uma mudança de atitudes, consideram.

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