Peste suína nas pragas de javalis preocupa Vila Franca de Xira e a região
População de javalis cresce 40% ao ano. Autoridades avisam para o risco do aumento da entrada na região da Peste Suína Africana, depois de vários javalis em Espanha já terem sido identificados com o vírus. Município de VFX lançou alerta à comunidade, em especial os caçadores, para estarem atentos.
Vila Franca de Xira emitiu um alerta na última semana dando conta do aumento do risco de introdução da Peste Suína Africana (PSA) em território nacional, na sequência de uma comunicação da Direcção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região de Lisboa e Vale do Tejo. A situação, explica, decorre da circulação do vírus em javalis selvagens na região da Catalunha, em Espanha, o que fez elevar o nível de alerta em Portugal.
A Peste Suína Africana é uma doença viral grave que afecta suínos domésticos e javalis, em particular as pragas selvagens que têm sido avistadas um pouco por toda a região, provocando elevada mortalidade nos animais infectados. As autoridades sublinham, contudo, que a doença não representa qualquer risco para a saúde humana.
Classificada como doença de categoria A ao abrigo da Lei da Saúde Animal, a PSA tem impactos significativos na produção suinícola, no comércio e na gestão das populações de javalis e da actividade cinegética. A eventual introdução do vírus em Portugal poderá causar prejuízos económicos relevantes e comprometer o equilíbrio do sector, alerta a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), que reforça a necessidade do cumprimento rigoroso das medidas de prevenção. Entre as principais orientações destacam-se o cumprimento estrito das normas de biossegurança nas explorações, centros de agrupamento e locais de alojamento de suínos, a limpeza e desinfecção adequada de veículos, equipamentos e materiais, a adopção de boas práticas, incluindo cuidados acrescidos nas deslocações ao estrangeiro para fins de caça, a eliminação correcta de subprodutos de origem animal, de acordo com a legislação em vigor, a proibição da alimentação de suínos com lavaduras, restos de cozinha ou de mesa e o não abandono de restos alimentares no meio natural, evitando o acesso por javalis.
O município apela à responsabilidade de produtores, caçadores e da população em geral para a vigilância ativa e para a notificação imediata de qualquer suspeita às autoridades competentes.
* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE


